Uma atleta de Mafra foi classificada para a etapa mundial do maior campeonato de triatlo do mundo. Trata-se da dentista Greyse Renata Hau, que possui 39 anos e vai disputar o IRONMAN 70.3.
Ela conseguiu o feito ao ficar entre as 10 melhores da sua categoria no IRONMAN 70.3 em Florianópolis, que ocorreu no dia 16 de abril. A prova, que contou com 1.700 atletas, contou com 1.900 metro de natação, 90 km de pedalada e 21 km de corrida.
Agora, Greyse vai disputar o campeonato mundial em agosto em Lathi, na Finlândia.
“Foi a minha prova mais longa de triatlo e como foi a minha primeira vez nesse tipo de prova, ainda não tinha certeza do tempo que eu iria levar para completar. E para minha surpresa fiz meia hora a menos do que eu estimava”, contou ela, em entrevista à Tribuna da Fronteira.
Sobre o que espera da prova internacional de triatlo, a atleta de Mafra afirmou que pretende se superar ainda mais. ” Meu objetivo é bater o meu próprio tempo em meio a tantos profissionais do esporte e o mais importante: ser feliz”, conta a dentista apaixonada por esportes.

Parceira canina de treinos

Além do marido, Greyse tem uma companheira fiel de treinos: Ivy, uma cachorrinha que foi adotada da rua pelo casal há cerca de 3 anos. “Foi num dia de chuva, magrinha e machucada”, lembra a atleta.
“E ela começou a chorar quando eu saía de casa. Foi quando, num treino curto, pensei em levá-la – como ela já era da rua, levei sem guia para correr comigo. Ela então ela se mostrou uma grande companheira nos treinos e participou de algumas corridas comigo e meu marido, porém não levamos mais ela por conta da aglomeração na largada das corridas, por segurança dos outros atletas e dela. Hoje ela só treina conosco na pista do 5º RCC, que é mais segura que a rua e percebemos que ela curte muito. Uma grande companheira de muitos treinos”, relata.

Paixão pela corrida e pelo triatlo em Mafra
Greyse começou a desenvolver a paixão pelo esporte através do seu pai, o professor de educação física João Martin Hau Neto – que atualmente nomeia uma das corridas tradicionais de Mafra.
Em entrevista à TF, a atleta de Mafra conta um pouco da sua história com o esporte e também a sua rotina de treinos que a levou a conquistar uma vaga no mundial da competição de triatlo que, do inglês, significa “Homem de Ferro”.

Confira abaixo:
Greyse Hau: Comecei aos 6 anos por incentivo e influência do meu pai, João Martin Hau Neto, que era professor de educação física e incentivador de todas as formas de esporte! E depois de um tempo, de estudos, universidade e trabalho, retornei em 2015. Faz 8 anos que corro e 2 anos que treino para o triatlo.
Greyse Hau: Já participei de 90 corridas e consegui 60 pódios.
Greyse Hau: Apenas da Maratona de Buenos Aires, mas eu e meu marido já fizemos 6 maratonas: três em Florianópolis, uma no Rio de Janeiro, uma em São Paulo e uma esta em Buenos Aires.
Greyse Hau: Quando eu corria, treinava corrida três vezes na semana duas vezes musculação. Agora, para o triatlo, a grande maioria dos dias são dois tipos de treino por dia, incluindo a corrida, natação, bike, musculação e alongamentos diários. Totalizo de 2 a 3 horas diárias, e nos finais de semana, dependendo do treino, de 3 a 4 horas, que é quando eu tenho mais tempo.
Minha grande paixão sempre foi e continuará sendo a corrida, mas com a pandemia e a redução ou cancelamento das corridas de rua, em 2020 eu comecei a incluir a bike e a natação na minha rotina de treinos. E meu treinador sempre me incentivou, tanto é que comecei no triatlo com uma bike simples de MTB, fazendo provas curtas.
Foi quando, por incentivo do meu marido, que foi fazer um curso em Floripa (fiquei muitos dias do ano passado com ele lá), vi a possibilidade de começar a fazer provas um pouco mais longas, pois tive a oportunidade de conseguir treinar mais e melhor, inclusive treinamentos no mar, e vi que eu era capaz de me desafiar mais.
Na minha idade não vou me tornar uma profissional, mas, sim, sou movida pela superação pessoal… que todas essas atividades fazem bem não só para o meu corpo, mas também para mente, para ter equilíbrio, calma e paciência. As atividades físicas mais longas requerem também um grande preparo psicológico, para suportar mais horas de treino, e tudo isso reflete na vida pessoal.
Ainda sou nova no esporte e tenho muito a aprender e melhorar, tudo faz parte do processo de progresso.
Inclusive agradeço a todos da minha assessoria de treinamentos AKVA, sempre disponíveis e atenciosos, e também a equipe de triatlo de RioMafra, os quais me incentivaram a participar do JASC do ano passado, e foi mais uma excelente experiência. E, por vezes, treinamos juntos, pois sozinhos não realizamos nada.
E nesse momento posso agradecer muito ao meu marido Allan que sempre está vibrando por mim, me incentivando, torcendo, treinando junto, cobrando para eu nunca esquecer de nenhum detalhe, e minha família, mãe e irmão, que sempre se preocupam – mãe que quer que eu sempre me alimente bem, para aguentar os treinos, cuide com os treinos de bike na rodovia, cuide com os treinos no mar, etc.; irmão que vai buscar na BR com pneu furado, ajuda a aprender a pedalar de sapatilha… Todos entram na dança e eu agradeço a Deus por receber tanto amor e tantos cuidados! Sou muito sortuda!

Por Millena Sartori/Tribuna da Fronteira









