quinta-feira, outubro 15, 2026
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Casos de dengue no Paraná caem de 88,4 mil para menos de 6 mil em um ano

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Estado registrou 5.878 casos confirmados e cinco mortes pela doença até 18 de agosto de 2026

O número de casos de dengue no Paraná apresentou uma forte redução em um ano, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Até 18 de agosto de 2026, foram confirmados 5.878 casos da doença em todo o Estado.

No mesmo período de 2025, o boletim divulgado pela Sesa em 19 de agosto apontava 88.488 casos confirmados e 129 mortes. Neste ano, até a data de referência, foram registrados cinco óbitos por dengue.

Os dados acumulados do ano epidemiológico de 2025 contabilizaram 305.594 notificações, 92.620 casos confirmados e 145 mortes provocadas pela doença.

A partir de 2025, o Paraná passou a considerar o ano epidemiológico de janeiro a dezembro. Anteriormente, o período começava no meio de um ano e terminava na metade do ano seguinte.

Maioria dos casos é contraída no Estado

De acordo com o boletim mais recente da Sesa, dos casos confirmados em 2026, 4.890 são autóctones, ou seja, foram contraídos dentro do próprio Paraná. Os demais casos são considerados importados.

Apesar da queda expressiva nos registros, as autoridades de saúde mantêm o alerta para os próximos meses, especialmente com a aproximação do verão e do período de maior ocorrência de chuvas.

A previsão é de que o fenômeno El Niño provoque aumento das chuvas no Paraná, condição que pode favorecer a formação de criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Cuidados continuam necessários

A redução dos casos não significa que os cuidados possam ser deixados de lado. Entre as principais recomendações estão não deixar água acumulada, manter terrenos e quintais limpos e utilizar repelente.

O Paraná também desenvolve ações de controle do mosquito por meio do Método Wolbachia, que utiliza mosquitos portadores da bactéria natural Wolbachia. A estratégia busca reduzir a capacidade de transmissão de arboviroses pelo Aedes aegypti.

Mesmo diante da queda nos números, a manutenção das medidas preventivas é considerada fundamental para evitar o aumento da circulação do vírus nos próximos meses.

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