Boletim da Fiocruz aponta redução das hospitalizações por SRAG, mas Vírus Sincicial Respiratório continua em níveis elevados no Estado
Mesmo com a tendência de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) ainda apresenta níveis elevados de circulação no Paraná. O cenário também é observado em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
Os dados constam na atualização do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), referente à Semana Epidemiológica 32, entre os dias 9 e 15 de agosto.
De acordo com os pesquisadores, o número de casos de SRAG apresenta tendência de queda tanto na análise de longo prazo, considerando as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, das últimas três semanas. O Paraná está entre os estados que apresentam redução dos casos.
A exceção fica por conta de Rondônia, Piauí, Bahia e Sergipe, que registraram leve sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
VSR responde por parcela significativa dos casos
Entre os casos positivos para vírus respiratórios registrados nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR foi responsável por 44,6%, ficando atrás apenas do rinovírus, que representou 32,5%.
Na sequência aparecem a influenza B, com 9,7%; influenza A, com 5,1%; e SARS-CoV-2, causador da Covid-19, com 1,8%.
No acumulado de 2026, foram notificados 137.551 casos de SRAG no país. Desse total, 74.214 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.
Entre os casos positivos deste ano, o VSR representa 42,2%, seguido pelo rinovírus, com 30,1%, influenza A, com 18,2%, influenza B, com 5,4%, e SARS-CoV-2, com 3,9%.
Crianças pequenas são as mais afetadas pelo VSR
Segundo o levantamento, a incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, principalmente por causa do VSR.
A redução das hospitalizações entre crianças de até quatro anos vem sendo impulsionada principalmente pela diminuição dos casos graves provocados pelo vírus sincicial respiratório.
Já entre pessoas de 15 a 49 anos, a queda dos casos de SRAG está relacionada principalmente à redução das hospitalizações por influenza A e B. Entre os idosos, a diminuição está associada sobretudo à influenza A.
A mortalidade, por outro lado, permanece mais elevada entre os idosos, tendo a influenza A como uma das principais causas.
Fiocruz reforça importância da prevenção
Os pesquisadores do InfoGripe destacam que a vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção contra casos graves e mortes provocados pelos principais vírus respiratórios.
Também são recomendados cuidados como o uso de máscara em unidades de saúde e em ambientes fechados com grande concentração de pessoas, higienização frequente das mãos e isolamento em caso de sintomas gripais ou de resfriado.
Quando o isolamento não for possível, a orientação é utilizar uma máscara de boa qualidade ao sair de casa.
Situação nas capitais
Quatro capitais apresentaram nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco, além de sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju, Cuiabá, Salvador e Porto Alegre.
Outras três capitais — Belo Horizonte, Florianópolis e São Luís — também apresentaram níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Apesar da redução geral, o cenário reforça a necessidade de atenção, especialmente entre crianças pequenas e idosos, grupos que apresentam maior risco de desenvolver formas graves das infecções respiratórias.








