Iniciativa estadual já destinou R$ 20 milhões e beneficia 144 municípios que não possuem Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas)
Santa Catarina implantou uma estratégia para ampliar o atendimento a pessoas que tiveram seus direitos violados em municípios com menos de 20 mil habitantes e que não possuem Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). A iniciativa prevê o financiamento de profissionais, como psicólogos e assistentes sociais, para atender vítimas de violência física, psicológica e sexual, além de pessoas em situação de abandono.
Para fortalecer a Proteção Social Especial, o Governo do Estado destinou R$ 20 milhões à iniciativa. Até o momento, 144 municípios receberam recursos para contratar profissionais e ampliar os serviços de assistência social.
Um dos municípios beneficiados é Imaruí, no Sul catarinense, que passou a contar com uma profissional a mais na equipe. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, o reforço permite ampliar os atendimentos, realizar visitas domiciliares e oferecer suporte a mulheres vítimas de violência e outras pessoas em situação de vulnerabilidade.

A psicóloga Fairuz Outemane explica que o município recebe encaminhamentos de órgãos como a Saúde, a Polícia Civil e o Conselho Tutelar. Os casos são acompanhados por meio de visitas e atendimentos presenciais. Com a ampliação da equipe, a expectativa é reduzir a sobrecarga dos profissionais e melhorar o atendimento à população.
A legislação da assistência social prevê a implantação de Creas em municípios com mais de 20 mil habitantes. Em Santa Catarina, porém, 162 municípios têm população inferior a esse número e também precisam atender situações de violação de direitos.
Com o financiamento estadual, essas cidades podem fortalecer equipes de referência da Proteção Social Especial, ampliando o suporte a mulheres, crianças, idosos e outras pessoas que necessitam de acompanhamento especializado.








