domingo, outubro 25, 2026
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Santa Catarina reforça ações de prevenção a eventos climáticos extremos no campo e na pesca

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Plano de contingência para o El Niño 2026/2027 reúne órgãos estaduais em medidas de monitoramento, orientação e apoio emergencial a agricultores, pescadores e aquicultores

O Governo de Santa Catarina está reforçando as ações de prevenção, monitoramento e resposta a eventos climáticos extremos que podem afetar a produção agropecuária, a pesca e a aquicultura. A iniciativa reúne diferentes órgãos estaduais e busca reduzir prejuízos, orientar os produtores e ampliar a capacidade de recuperação diante de situações como enchentes, chuvas intensas e outros fenômenos meteorológicos.

O trabalho é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em parceria com a Epagri, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a Central de Abastecimento do Estado (Ceasa/SC) e a Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ).

As ações integram o Plano de Contingência da Agropecuária El Niño 2026/2027 (PlanCon Agro), elaborado para preparar o setor produtivo diante dos possíveis impactos climáticos previstos para o período.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, o trabalho envolve medidas de prevenção, preparação e recuperação após a ocorrência de danos. Ele também destaca que a segurança das pessoas e das famílias deve ser a prioridade em situações de risco.

El Niño exige atenção para chuvas e possíveis enchentes

O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central e Leste. Essa alteração influencia os padrões climáticos em diferentes regiões do planeta.

De acordo com o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia da Epagri (Ciram), o fenômeno apresenta variações de intensidade e efeitos conforme as condições climáticas de cada período.

No Sul do Brasil, o El Niño costuma estar associado a invernos menos rigorosos e ao aumento das chuvas, principalmente durante a primavera. Embora não seja o único fator responsável pelas enchentes em Santa Catarina, pode favorecer a ocorrência de cheias e elevar os riscos para áreas rurais e atividades produtivas.

A Epagri/Ciram mantém o monitoramento das condições ambientais e disponibiliza informações e orientações técnicas para auxiliar produtores e gestores na tomada de decisões.

Estado mantém programas de apoio aos produtores

Entre as medidas previstas pelo Governo do Estado estão programas destinados à recuperação de atividades atingidas por eventos climáticos extremos.

As iniciativas incluem o Reconstrói SC, com financiamento sem juros para reconstrução de estruturas, máquinas e equipamentos; o Pronampe Agro SC Emergencial, que subsidia juros de financiamentos para recuperação das atividades afetadas; e o Recupera Maçã SC, voltado à reconstrução de pomares.

Também está previsto o Apoio Emergencial para Pescadores Artesanais e Aquicultores, destinado à recuperação de embarcações, equipamentos e materiais danificados.

Outra iniciativa é o Sistema Antigranizo, que utiliza geradores terrestres com queimadores de iodeto de prata para tentar reduzir a formação de pedras de granizo. Conforme as informações divulgadas pelo Estado, há convênios autorizados para implantação do sistema em 27 municípios.

Orientações para proteger a produção rural

A Cidasc recomenda que produtores rurais e agroindústrias acompanhem os alertas meteorológicos e adotem medidas preventivas para minimizar os prejuízos.

Na produção animal, a orientação é planejar a retirada antecipada de animais de áreas sujeitas a alagamentos e manter estoques de ração para situações em que o acesso às propriedades possa ser interrompido. A movimentação dos animais deve seguir as orientações técnicas, incluindo a identificação individual e a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), quando necessária.

Na produção vegetal, fertilizantes, sementes, agrotóxicos e outros insumos devem ser armazenados em locais protegidos da chuva e de possíveis inundações, longe de alimentos, rações, medicamentos e fontes de água.

Após eventos climáticos extremos, também é importante verificar lavouras e pomares para identificar danos, sinais de doenças ou ocorrência de pragas, comunicando suspeitas aos órgãos responsáveis.

As agroindústrias, por sua vez, devem verificar a qualidade da água, as condições dos sistemas de refrigeração e o armazenamento dos produtos após alagamentos ou interrupções operacionais, com o objetivo de evitar riscos à saúde dos consumidores.

Pesca e aquicultura também exigem monitoramento

Os cuidados se estendem aos pescadores artesanais, maricultores, piscicultores e demais profissionais ligados à aquicultura. A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca orienta que esses trabalhadores acompanhem as condições climáticas e ambientais.

Para os produtores que dependem do cultivo de organismos aquáticos, o monitoramento da qualidade da água é fundamental. Alterações na temperatura e nos níveis de oxigênio dissolvido podem comprometer o desenvolvimento dos animais e provocar prejuízos à produção.

O Estado também recomenda registrar e comunicar ocorrências como danos em estruturas, mudanças nos níveis dos rios, dificuldades de acesso às propriedades, perdas produtivas e mortalidade de peixes. Essas informações ajudam a dimensionar os impactos e encaminhar as demandas aos órgãos competentes.

Ceasa/SC investe em prevenção e logística

A Ceasa/SC também desenvolve medidas para reduzir os impactos de possíveis eventos climáticos sobre o abastecimento e o funcionamento de suas unidades.

Entre as ações estão o planejamento de alternativas logísticas em parceria com empresas que possuem estruturas em outras localidades. A estratégia busca viabilizar a transferência temporária das operações, caso uma situação extrema comprometa o funcionamento habitual.

Além disso, foram realizadas melhorias no sistema de macrodrenagem durante as obras de renovação do asfalto, com o objetivo de aprimorar o escoamento da água e ampliar a capacidade de enfrentar períodos de chuvas intensas.

Monitoramento e informação são fundamentais

O Plano de Contingência da Agropecuária El Niño 2026/2027 reúne medidas para fortalecer a preparação dos serviços públicos e orientar os diferentes segmentos do setor produtivo catarinense.

A recomendação é que agricultores, pescadores, aquicultores e moradores de áreas de risco acompanhem os boletins meteorológicos e sigam as orientações da Defesa Civil e dos órgãos oficiais.

Em situações de emergência, a prioridade deve ser sempre a proteção da vida e a segurança das famílias. Informações atualizadas podem ser consultadas nos canais oficiais da Epagri/Ciram e da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina.

Da Redação, com informações do Governo de Santa Catarina

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