sábado, outubro 3, 2026
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Projeto de R$ 9,1 milhões vai testar bicicletas movidas a hidrogênio

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Iniciativa transforma município da Região Metropolitana de Curitiba em laboratório de mobilidade sustentável, com veículos equipados para monitorar condições ambientais

Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, está recebendo um projeto de mobilidade sustentável que pretende testar, em ambiente urbano real, bicicletas elétricas e movidas a hidrogênio verde. A iniciativa também prevê a coleta de dados ambientais durante os deslocamentos.

Batizado de Hubmob, o projeto é desenvolvido pela empresa Bike Fácil em parceria com o Instituto Federal do Paraná (IFPR), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A iniciativa recebeu R$ 9,1 milhões em investimentos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A implantação ocorre por meio do Programa Sandbox Pinhais, criado pela Prefeitura para possibilitar testes de novas tecnologias em ambientes urbanos reais, dentro de um marco regulatório específico.

A proposta é utilizar o município como um laboratório para avaliar o funcionamento das soluções antes de uma eventual expansão. Durante o período de testes, está prevista a instalação de até quatro hubs.

Primeiros testes começam neste mês

O primeiro ciclo de testes deve começar entre agosto e setembro, com uma operação-piloto no campus do IFPR Pinhais.

Nesta etapa inicial, bicicletas e equipamentos serão utilizados por alunos e servidores previamente cadastrados, que participarão da validação de tecnologias como sistemas de travamento, GPS e transmissão de dados.

A operação será ampliada gradualmente nas etapas seguintes, permitindo avaliar o desempenho dos equipamentos e a experiência dos usuários.

Bicicletas terão sensores para monitoramento ambiental

O Hubmob contará com diferentes soluções de mobilidade, incluindo bicicletas elétricas, bicicletas movidas a hidrogênio verde produzido com energia solar, triciclos elétricos para transporte de cargas e paraciclos inteligentes para bicicletas particulares.

Os veículos serão equipados com sensores de Internet das Coisas (IoT) e conexão 4G. Durante os deslocamentos, os equipamentos poderão coletar informações sobre concentração de dióxido de carbono (CO₂), níveis de ruído e temperatura urbana.

Os dados obtidos poderão contribuir para a avaliação das condições ambientais e da mobilidade na cidade. A tecnologia também poderá, futuramente, ser utilizada na criação de métricas relacionadas a créditos de carbono.

Estação deve ser instalada no Terminal de Pinhais

A próxima etapa do projeto está prevista para setembro, quando uma estação deverá ser instalada no Terminal de Pinhais.

A partir daí, a operação deverá ser ampliada gradualmente, incluindo os veículos movidos a hidrogênio e, posteriormente, possibilitando a utilização do sistema pelo público.

Além dos equipamentos de mobilidade, o projeto prevê o uso de tecnologia blockchain para aumentar a segurança dos dados coletados e proteger as informações dos usuários.

A iniciativa também deverá observar as regras estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), especialmente em relação às informações pessoais eventualmente obtidas durante a utilização do sistema.

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