quinta-feira, setembro 17, 2026
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Porto Brasil Sul prevê R$ 6 bilhões em investimento privado em São Francisco do Sul

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Projeto portuário na Baía da Babitonga estima mais de 2.500 empregos durante as obras e 2 mil postos diretos na operação

Um novo projeto portuário previsto para São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, prevê investimento privado de aproximadamente R$ 6 bilhões e a criação de milhares de empregos. O Porto Brasil Sul (PBS) é desenvolvido pela Worldport Desenvolvimento Portuário S.A. e foi projetado para operar diferentes tipos de cargas na região da Baía da Babitonga.

Segundo a empresa responsável pelo empreendimento, a estimativa é gerar mais de 2.500 empregos durante a fase de construção e cerca de 2 mil postos diretos quando o terminal estiver em operação. O projeto também prevê impactos na arrecadação municipal e na movimentação dos setores de comércio e serviços.

O empreendimento está inserido em uma região que já concentra atividades portuárias e industriais. A proposta prevê seis berços de atracação e cinco terminais especializados, destinados à movimentação de contêineres, grãos, fertilizantes, carga geral e veículos.

Projeto prevê tecnologias para reduzir impactos

De acordo com a Worldport, o projeto foi desenvolvido com medidas voltadas à redução dos impactos ambientais da implantação e da operação.

Entre os diferenciais apresentados está a proposta de não realizar derrocagem, ou seja, a explosão ou remoção de rochas subaquáticas. O empreendimento também prevê a utilização das condições naturais de profundidade na área marítima próxima à entrada da Baía da Babitonga, com calado superior a 18 metros, conforme informações divulgadas pela empresa.

Outro recurso previsto é o sistema conhecido como Cold Ironing, pelo qual os navios atracados recebem energia elétrica em terra e podem desligar seus motores auxiliares durante a permanência no terminal.

O projeto também prevê compensação ambiental na proporção de um hectare de vegetação nativa preservado ou recuperado para cada hectare eventualmente interceptado, conforme os parâmetros apresentados pelos responsáveis pelo empreendimento.

Segundo o CEO da Worldport, Paulo Bauer, as soluções adotadas buscam conciliar a expansão da infraestrutura portuária com medidas de redução de impactos ambientais.

Licenciamento começou há mais de dez anos

O processo de implantação do Porto Brasil Sul teve início em 2015, com o protocolo do processo de Licença Ambiental Prévia (LAP) junto ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

De acordo com o histórico divulgado pelo empreendimento, os estudos incluíram levantamentos relacionados aos aspectos sociais, ambientais e à fauna marinha da região.

Em 2017, foi realizada audiência pública que, segundo a empresa, reuniu mais de 1.700 participantes.

Entre 2018 e 2023, o projeto também esteve envolvido em uma ação na Justiça Federal. Conforme as informações divulgadas pelos responsáveis, o processo judicial tratou da competência do IMA para conduzir o licenciamento ambiental.

Em 2026, o IMA emitiu a Licença Ambiental Prévia (LAP nº 428/2026), estabelecendo condicionantes para as etapas seguintes do processo. A licença prévia atesta a viabilidade ambiental e locacional do empreendimento dentro da etapa correspondente do licenciamento, mas não autoriza o início das obras.

O projeto ainda precisa avançar para as etapas seguintes do licenciamento, incluindo a obtenção da Licença de Instalação (LI) antes da implantação do empreendimento.

Investimento e operação

A Worldport informa que o Porto Brasil Sul será um empreendimento 100% privado, sem utilização de recursos públicos para as obras do complexo.

A estrutura projetada deverá atender diferentes segmentos de carga, com seis berços de atracação distribuídos entre cinco terminais especializados.

Entre os números divulgados pelo projeto estão:

  • R$ 6 bilhões em investimento privado estimado;
  • mais de 2.500 empregos previstos durante as obras;
  • 2 mil empregos diretos estimados na operação;
  • mais de 18 metros de profundidade na área indicada para o terminal;
  • seis berços de atracação;
  • cinco terminais especializados.

A expectativa dos responsáveis pelo projeto é que a nova estrutura amplie a capacidade logística de Santa Catarina e contribua para a movimentação de cargas pela região da Baía da Babitonga.

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