quinta-feira, outubro 15, 2026
InícioDestaquePedágio eletrônico sem parada deve dobrar no Brasil até 2027

Pedágio eletrônico sem parada deve dobrar no Brasil até 2027

- Advertisement -

Número de pórticos de cobrança automática deve passar de 93 para cerca de 186 até o fim do próximo ano

O número de pórticos de pedágio eletrônico sem cancela, conhecido como free flow, deve dobrar no Brasil até o fim de 2027. A previsão é da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), que estima que as atuais 93 estruturas cheguem a aproximadamente 186.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), atualmente existem 93 pórticos em operação no país. O modelo permite que os veículos passem pelas rodovias sem precisar parar em praças de pedágio convencionais.

Os três primeiros pórticos foram instalados em março de 2023 na rodovia Rio-Santos, nas cidades de Itaguaí, Mangaratiba e Paraty, no Rio de Janeiro. Atualmente, segundo o Ministério dos Transportes, 15 rodovias brasileiras contam com o sistema free flow.

De acordo com dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), desde a implantação do modelo já foram registradas cerca de 200 milhões de passagens pelos pórticos.

Como funciona

No sistema free flow, as tradicionais praças com cancelas são substituídas por pórticos equipados com câmeras e sensores. Os equipamentos identificam as placas dos veículos ou captam o sinal das tags utilizadas para pagamentos automáticos.

Para veículos equipados com tags válidas, a tarifa é cobrada automaticamente pela concessionária responsável pela rodovia.

Já os motoristas que não possuem o dispositivo têm prazo de até 30 dias para realizar o pagamento da tarifa.

A proposta é substituir gradualmente as praças tradicionais pelo modelo de cobrança eletrônica. O presidente da ABCR, Marco Aurélio Barcelos, afirma que a mudança deve se tornar cada vez mais comum nos próximos anos.

Segundo Barcelos, a expectativa é que, em até cinco anos, todas as praças convencionais de pedágio possam ser substituídas por pórticos de cobrança automática.

Inadimplência é um dos desafios

Apesar da expansão do sistema, um dos desafios para as concessionárias é o risco de inadimplência. Diferentemente das praças tradicionais, onde o pagamento é realizado antes da passagem, o free flow permite que o motorista siga viagem e faça o pagamento posteriormente.

Segundo a ABCR, entre 7% e 8% dos veículos que passam pelos pedágios eletrônicos não efetuam o pagamento da tarifa. A associação considera que aproximadamente 93% dos usuários aderem ao sistema.

Outro fator apontado como desafio é a necessidade de autorização das agências reguladoras para a implantação dos pórticos em novas rodovias.

Pedágios tradicionais

O ministro dos Transportes, George Andre Palermo Santoro, afirmou que novas praças de pedágio tradicionais não devem mais ser instaladas no país.

Em São Paulo, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que estão em andamento estudos para ampliar o sistema, incluindo a implantação de novos pórticos eletrônicos e a conversão de praças convencionais para o modelo free flow.

A expectativa do setor é que a expansão do sistema torne a cobrança de pedágio mais integrada ao fluxo das rodovias, reduzindo a necessidade de paradas e aumentando a utilização de meios eletrônicos de pagamento.

a

Últimas Notícias