O acumulado de 172.636 vagas abertas no ano passado é o melhor resultado para o Estado desde 2004
Com o acumulado de 172.636 vagas abertas, o Paraná fechou 2021 com o maior saldo na geração de empregos formais em 18 anos. Levantamento da Secretaria de Estado da Justiça Família e Trabalho (Sejuf), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra que por apenas seis vezes, desde 2004, o Estado ultrapassou a marca de 100 mil postos abertos com carteira assinada. É também a primeira vez que ultrapassa as 170 mil vagas.
O número de empregos criados no ano passado é quase 492% superior ao total de vagas abertas em 2020. Naquele ano, quando houve os maiores impactos da pandemia de Covid-19 na economia, o Paraná ainda fechou os 12 meses no positivo, com 29.167 postos abertos.
“O Paraná mostra mais uma vez que está em plena recuperação do impacto causado pela pandemia na economia. Mesmo com esse obstáculo, batemos recorde na geração de empregos com carteira assinada”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
“Esse resultado é fruto do esforço dos trabalhadores e do setor do produtivo, que contam com grande suporte do Governo do Estado. O bom ambiente para negócios e uma mão de obra capacitada fazem grande diferença. Somos um estado de gente que trabalha”, completa.
Este é o quinto ano consecutivo de saldos positivos na geração de empregos. Em 2017, foram abertas 7.740 vagas no Estado, número que saltou para 38.131 em 2018 e passou para 48.306 em 2019. Os dois anos anteriores foram os únicos na série com saldo negativo. Em 2015, houve 77.143 mil demissões a mais do que contratações e, em 2016, foram fechadas 59.495 vagas.
Os dados da Sejuf levam em conta o novo Caged, cuja base de cálculo foi alterada em 2020 pelo Ministério da Economia.
Confira a evolução na geração de empregos em 18 anos
2004 (122.648)
2005 (72.374)
2006 (86.396)
2007 (122.361)
2008 (110.903)
2009 (69.084)
2010 (142.483)
2011 (112.369)
2012 (74.173)
2013 (78.507)
2014 (34.708)
2015 (-77.143)
2016 (-59.495)
2017 (7.740)
2018 (38.131)
2019 (48.306)
2020 (29.167)
2021 (172.636)
367 municípios tiveram saldo de emprego positivo no Paraná em 2021; 4 estão no top 50 do País
Segundo o balanço consolidado de 2021 do Caged, 367 cidades terminaram o ano com saldo positivo na abertura de novas vagas, o que representa 91%. Duas cidades tiveram “empate” entre aberturas e desligamentos e apenas 30 registraram perdas no mercado de trabalho. O resultado é 172 mil novas vagas no Estado, melhor do Sul no ano passado.
A cidade que mais gerou empregos foi Curitiba, com 42.835, quinto melhor resultado nacional (atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília). Na sequência, no Paraná, estão Maringá (8.379), Londrina (7.927), Cascavel (7.570), São José dos Pinhais (5.793), Toledo (4.248), Foz do Iguaçu (4.228), Araucária (3.967), Colombo (2.970), Guarapuava (2.909), Cambé (2.573), Apucarana (2.406), Umuarama (2.368) e Medianeira (2.268).
No Interior, Maringá, Londrina e Cascavel, polos regionais, puxaram a geração de emprego e atração de novos investimentos, principalmente com a retomada, em 2021, do setor de serviços. Elas aparecem entre as 50 cidades que mais empregaram no Brasil em 2021.
Outros destaques, todos com mais de mil empregos formais gerados, foram Almirante Tamandaré, Arapongas, Campo Largo, Campo Mourão, Cianorte, Fazenda Rio Grande, Francisco Beltrão, Mandaguari, Matelândia, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Rolândia, Sarandi e União da Vitória.
“Esses números empolgam. Eles mostram que o Paraná cresce de maneira homogênea, com investimentos em todas as áreas e regiões. O Estado tem cidades muito ricas no Interior, com ótima qualidade de vida e infraestrutura, o que ajuda a pulverizar os interesses das empresas”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Segundo ele, os números recentes do Caged e a redução da taxa de desemprego, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aliados ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mostram que o Estado mostrou reação diante do impacto da pandemia.
“O ano passado começou com a esperança da vacina e aos poucos a sociedade entendeu que esse era o melhor caminho para a retomada. Com o avanço da imunização, ganhamos velocidade e os resultados econômicos começaram a aparecer. O setor privado está animado com o Paraná”, destacou o governador.
Por AEN








