Obra é fruto da parceria entre os ministérios do Turismo, por meio do Iphan, e da Justiça, via Fundo de Direitos Difusos. Investimentos foram de cerca de R$ 7 milhões
A população de Florianópolis (SC) já pode contar com mais um atrativo turístico importante no quesito arquitetônico e paisagístico do estado: a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Devolvido à população, o local foi amplamente restaurado após um investimento de quase R$ 7 milhões, fruto de parceria entre os ministérios da Justiça, por meio do Fundo de Direitos Difusos (FDD) e o do Turismo, com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A obra buscou adequar o monumento às normas de acessibilidade universal e preservar o patrimônio edificado, com o menor impacto possível. Foram realizados serviços de restauração, paisagismo, expografia e sinalização da fortaleza, além de intervenções para recuperação das estruturas edificadas e melhoria dos acessos ao bem, com implantação de rampas externas e elevador.
A fortaleza estava abandonada desde o final do século XIX, quando começou a ser depredada, tornando-se uma ruína – mesmo destino das demais fortificações da Ilha de Santa Catarina. “É um compromisso deste governo devolver à população patrimônios históricos totalmente restaurados e recuperados, valorizando a cultura e ajudando a movimentar o turismo local. Agora, a Fortaleza poderá voltar a receber exposições e visitantes”, afirmou o ministro do Turismo, Carlos Brito.
Além dos investimentos federais, a restauração também ajudou na geração de postos de trabalho locais, foram 50 empregos diretos e quase o dobro de empregos indiretos. “Realizamos um trabalho cuidadoso que mantivesse as características históricas do bem e ao mesmo tempo facilitasse a entrada de pessoas”, destaca a presidente do Iphan, Larissa Peixoto.
HISTÓRIA
Localizada no alto do Morro da Ponta Grossa, entre as praias do Forte e de Jurerê, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa é protegida pelo Iphan desde 1938, sendo um dos primeiros bens tombados no país.
Junto com as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones, o monumento integra o triângulo defensivo da Baía Norte, sistema construído a partir de 1740 para impedir invasões à Ilha de Santa Catarina.
Desde 1988, a Fortaleza de São José de Ponta Grossa, assim como as de Ratones e Anhatomirim são administradas pela Universidade Federal de Santa Catarina.









