Mesmo com redução do IPI, indicador da Fecomércio mostra índice considerado preocupante
O indicador mensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio/SC) que mede o consumo das famílias mostrou que o índice de compras para bens duráveis encerrou janeiro com 42,1 pontos, índice considerado preocupante.
O indicador vai de 0 aos 200 pontos e, se estiver abaixo dos 100 pontos, indica uma perspectiva negativa. O momento para compra de bens duráveis, como eletrodomésticos, está abaixo dos 100 pontos desde dezembro de 2016, e foi agravado durante a pandemia.
“O indicador que mede a intenção de compra de bens duráveis caiu quase 50% desde o início da pandemia. A insegurança dos consumidores se dá, principalmente, pela inflação no país“, explica o economista da Fecomércio/SC, Alison Fiuza.
Isso significa que as famílias estão menos dispostas a comprar bens duráveis que, geralmente, têm um valor agregado maior. O economista explica, também, que esse dado deve ser levado em consideração após a diminuição da alíquota do Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI).
Um decreto do Governo Federal reduz em até 25% a alíquota dos impostos sobre eletrodomésticos da linha branca e automóveis. Segundo o Planalto, o decreto busca incentivar a indústria nacional e o comércio para reaquecer a economia e gerar empregos.
Alison explica que a medida é benéfica porque diminui a carga tributária sobre os produtos, entretanto, salienta que os catarinenses ainda estão inseguros para compras e o resultado da redução pode não ser como o esperado.
Por Rede Catarinense de Notícias









