sábado, outubro 3, 2026
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Exportações do Paraná atingem US$ 8,9 bilhões no primeiro semestre de 2026

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Alta de 5% é impulsionada pelo desempenho do complexo soja e do setor de carnes, que responderam por mais de 70% da receita estadual com vendas ao exterior  

As exportações do Paraná alcançaram US$ 8,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, valor 5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os dados constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado na quinta-feira (16), e apontam que o crescimento foi sustentado principalmente pelo desempenho do complexo soja e do setor de carnes.

De acordo com o levantamento, o complexo soja foi o principal responsável pelo avanço das receitas externas, com crescimento de 18% na comparação anual. O faturamento passou de US$ 3,05 bilhões no primeiro semestre de 2025 para US$ 3,6 bilhões no mesmo período deste ano.

O setor de carnes, segundo maior segmento exportador do Estado, também registrou resultado positivo, com alta de 16% na receita. Juntos, os dois segmentos responderam por mais de 70% de toda a receita obtida com as exportações paranaenses entre janeiro e junho.

O boletim destaca ainda que o complexo soja representou, sozinho, 40,4% da receita total das exportações do Paraná no semestre. A soja em grão liderou o desempenho, com US$ 2,43 bilhões em vendas externas, crescimento de 12,5% em relação ao mesmo período de 2025.

O farelo de soja ocupou a segunda posição entre os produtos do complexo, com US$ 659,4 milhões em exportações e aumento superior a 12%. Já o óleo bruto de soja apresentou a maior expansão proporcional entre os principais produtos exportados, alcançando US$ 461,5 milhões em receitas, um avanço superior a 73% na comparação com o primeiro semestre do ano passado.

Apesar do aumento no faturamento, o volume total embarcado pelo Paraná recuou 3%. Segundo o Deral, a redução está relacionada principalmente à menor quantidade de milho destinada ao mercado externo, uma vez que parte da produção permaneceu no mercado interno, além da queda nas exportações de produtos florestais e de açúcar.

 

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