Redução da sensação de sede nos dias frios pode favorecer problemas renais, doenças respiratórias e outros impactos à saúde; recomendação é manter o consumo diário de água mesmo no inverno
Com a chegada das temperaturas mais baixas, é comum que muitas pessoas reduzam o consumo de água por sentirem menos sede. No entanto, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta que a hidratação continua sendo fundamental durante o inverno e que a baixa ingestão de líquidos pode provocar uma série de problemas de saúde.
Segundo a Sesa, a diminuição da sensação de sede ocorre porque, no frio, o organismo reduz a transpiração e promove a contração dos vasos sanguíneos para conservar o calor corporal. Como consequência, o cérebro demora mais para sinalizar a necessidade de reposição de líquidos. Apesar disso, o corpo continua perdendo água por meio da respiração, da urina e das funções metabólicas, tornando indispensável a reposição diária.
A desidratação pode comprometer diferentes sistemas do organismo. Entre os principais riscos estão a redução da função renal, o aumento da concentração de sais na urina e, consequentemente, a maior probabilidade de infecções urinárias e da formação de cálculos renais, conhecidos como pedras nos rins.
O sistema respiratório também sofre os efeitos da baixa hidratação. O ar frio e seco resseca as mucosas das vias aéreas e reduz a eficiência do muco, responsável por proteger o organismo contra vírus e bactérias. Isso aumenta a vulnerabilidade a doenças típicas da estação, como gripe, resfriados e pneumonia.
A falta de água ainda pode provocar ressecamento da pele, descamação, rachaduras nos lábios, dores de cabeça, prisão de ventre, fadiga e queda da imunidade, já que a água é essencial para o transporte de nutrientes e das células de defesa pelo organismo.
Quanto de água é recomendado?
A orientação geral para adultos é consumir cerca de 2 litros de água por dia, ou aproximadamente 35 mililitros por quilo de peso corporal. A recomendação vale durante todo o ano, inclusive nos períodos de frio.
Para quem encontra dificuldade em beber água gelada no inverno, a Secretaria de Saúde sugere alternativas que ajudam a manter a hidratação, como chás naturais e infusões sem açúcar, águas aromatizadas com frutas, gengibre ou hortelã, além de sopas e caldos preparados com legumes e verduras.
Outra estratégia simples é manter uma garrafa de água sempre por perto, facilitando o consumo ao longo do dia. A atenção deve ser ainda maior com crianças e idosos, que costumam apresentar menor percepção da sede e necessitam de estímulos frequentes para ingerir líquidos.
A cor da urina pode indicar desidratação
Uma forma prática de acompanhar o nível de hidratação é observar a cor da urina. Quando apresenta coloração transparente ou amarelo-claro, a ingestão de água costuma ser adequada. Já tons mais escuros, como amarelo intenso ou alaranjado, indicam que o organismo precisa de maior reposição de líquidos.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que manter uma boa hidratação durante o inverno é uma medida simples, mas essencial para preservar o funcionamento do organismo e prevenir diversas doenças.








