sexta-feira, novembro 6, 2026
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Paraná tem a segunda maior população carcerária do Brasil, aponta Anuário de Segurança Pública

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Estado reúne quase 110 mil pessoas privadas de liberdade e registra taxa de encarceramento mais que o dobro da média nacional; homicídios caíram em 2025

O Paraná possui a segunda maior população carcerária do Brasil, de acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento mostra que 109.198 pessoas estavam privadas de liberdade no estado em 2025, número inferior apenas ao de São Paulo, que contabilizou 222.037 presos.

Na comparação com o ano anterior, quando o Paraná registrava 105.915 pessoas presas, houve um aumento de 2,5%, o equivalente a 3.267 novos custodiados. A maior parte dos detentos está no sistema penitenciário, em regimes fechado, semiaberto ou aberto, além de pessoas em medidas de segurança, tratamento ambulatorial, prisão domiciliar e custódia policial.

O estudo também chama atenção para a taxa de encarceramento no estado. São 918,4 pessoas presas para cada 100 mil habitantes, índice que supera em mais de duas vezes a média nacional, de 452 presos por 100 mil habitantes. Apenas Acre, Distrito Federal e Rondônia apresentam taxas superiores à do Paraná.

Homicídios registram queda

Apesar do elevado número de pessoas presas, o Paraná apresentou redução nas mortes violentas intencionais em 2025. Foram registrados 1.844 casos, uma queda de 15,5% em relação aos 2.170 contabilizados em 2024.

A principal redução ocorreu nos homicídios dolosos, que passaram de 1.663 para 1.270 registros, representando uma queda de 24,1%. Em contrapartida, as mortes decorrentes de intervenção policial aumentaram de 400 para 482 casos no mesmo período.

Mesmo com a melhora nos indicadores, o estado ainda registrou, em média, cinco mortes violentas por dia ao longo do ano. A taxa de 15,5 mortes por 100 mil habitantes permanece abaixo da média nacional, de 19,1, mas ainda acima de estados como Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Violência contra mulheres e crianças

O anuário aponta redução em diversos indicadores de violência contra as mulheres. Os feminicídios caíram 20,7%, passando de 109 para 87 casos. Também houve diminuição nos registros de ameaças (-0,9%), lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica (-3%) e estupros contra mulheres (-17,1%).

Por outro lado, cresceram os casos de perseguição (stalking), com aumento de 14%, e de violência psicológica contra mulheres, que registrou alta de 36,2%.

Entre crianças e adolescentes, o levantamento identificou aumento nos casos de abandono de incapaz, que cresceram 31,5%, e de maus-tratos, com alta de 27,5%. Em contrapartida, houve redução nas ocorrências de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica e nos registros de estupro e estupro de vulnerável contra esse público.

Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em informações fornecidas pelas secretarias estaduais de segurança pública e pelas polícias civis, militares e federal.

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