Heloísa Lourenço Krascheski nasceu na 28ª semana de gestação. Pesando 800 gramas, ficou 2 meses internada após o seu parto e, no 3º mês, sua família descobriu que ela tinha “retinopatia da prematuridade”, um distúrbio no qual os pequenos vasos sanguíneos no fundo dos olhos (retina) do bebê crescem de maneira anômala.

A condição resultou em cegueira, mas a deficiência visual não impede Helô de seguir os seus sonhos. Hoje com 12 anos, a menina que nasceu em em Rio do Sul, cidade catarinense a 100 km de Blumenau, e mora em Rio do Oeste, município vizinho à sua cidade natal, canta e toca não apenas diversos instrumentos, mas também o coração de quem a escuta.

Helô pode ser encontrada no YouTube, no Instagram e no Facebook.

“Desde bebê a música está na minha vida. Desde quando ia na estimulação visual, onde a professora colocava música, e eu ficava na frente da caixinha de luzes para estimular o pouquinho de resíduo que tinha nos olhos. Ganhei um teclado no meu primeiro aninho de vida da minha avó; eu batia os pés fazendo ritmos acompanhando as músicas. Na primeira série a professora me colocava junto com os amigos para fazer as apresentações: eu sempre fui incluída em tudo na escola, cantava e tocava mas estava presente em tudo”, contou Helô à reportagem da Tribuna da Fronteira.

Heloísa é filha de Josieli Lourenço e Mauro da Silva Kraschesk, que sempre a incentivaram no mundo da música: além de ganhar os instrumentos, que aprender a tocar sozinha, Helô fez dois anos de aula de canto.

“Eu percebo que as pessoas sentem a felicidade e a alegria. Dizem que sou inspiração na vida delas”, conta a menina, que possui mais três irmãos e tem como ritmos musicais prefeitos o gospel e o blues.

Campanha

Helô está tentando arrecadar fundos com o objetivo de montar um estúdio de gravação caseiro. O pix para doações é 00881114901.

Foto: Divulgação

 

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