segunda-feira, fevereiro 16, 2026
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Faesc destaca a importância da assinatura do protocolo com JTI

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A Comissão Representativa dos Produtores de Tabaco esteve reunida para assinar  o protocolo de negociação com a empresa JTI

A Comissão Representativa dos Produtores de Tabaco assinou, na sexta-feira (13 de fevereiro), o protocolo de negociação com a empresa JTI, durante reunião realizada na sede da Afubra, em Santa Cruz do Sul (RS). O acordo prevê reajuste linear na tabela de preços mínimos do tabaco para a safra 2025/2026, de 7,06% para o tipo Virgínia e de 6,56% para o tipo Burley.

A comissão explica que a decisão de aceitar a proposta apresentada pela JTI está vinculada ao entendimento de que as tratativas avançaram nesta rodada e se mostraram compatíveis com a condução técnica adotada ao longo do processo. Desde o início das negociações, a representação dos produtores tem reafirmado que suas avaliações se mantêm ancoradas no parâmetro do custo de produção apurado em conjunto e no histórico recente das tratativas, que em diferentes momentos permitiu avanços acima do custo estimado. Nesse contexto, a proposta da JTI foi considerada resultado de uma evolução no diálogo, preservando a lógica negocial e os fundamentos do Sistema Integrado de Produção.

Na mesma agenda, a empresa BAT compareceu pela primeira vez, com proposta, à mesa de negociação com a comissão na atual safra, mas o percentual de reajuste proposto para a tabela não foi aceito por ser abaixo do esperado pela comissão, além de não ser linear, ou seja, não contemplar todas as classes da mesma forma.

As entidades ressaltam que esperam que, tanto a BAT quanto as demais empresas fumageiras, revejam suas propostas, em conformidade com o que estabelece a Lei nº 13.288/2016 (Lei da Integração) e reforçam que permanecem abertas ao diálogo, desde que as tratativas avancem com base em critérios técnicos e respeito aos fundamentos do Sistema Integrado.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) faz parte das entidades que compõem a comissão representativa dos produtores de tabaco. O vice-presidente regional da Faesc e presidente do Sindicato Rural de Irineópolis, Francisco Eraldo Konkol, participa anualmente de todas as etapas das negociações.

Konkol também faz parte da Comissão para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadec Tabaco da Faesc), representa a CNA/Faesc no Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro) e é membro da CNA/Faesc na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco no MAPA.  “Encerramos no dia 13 de fevereiro de 2026, mais uma etapa das negociações. Fechamos com a JTI nesse percentual porque era necessário estabelecer uma tabela de referência para a safra. Após análise, concluímos que nenhuma outra empresa apresentou valores próximos aos da tabela oferecida pela JTI. Com isso, o produtor passa a contar com um preço considerado adequado para o tabaco nesta safra, com possibilidade de ampliar a renda a partir do volume e da qualidade da produção”.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca a importância das rodadas de negociações do tabaco ao mencionar que são fundamentais para organizar e dar previsibilidade à cadeia produtiva. “É nesse momento que produtores e empresas definem preços, condições de compra, critérios de classificação e responsabilidades para a safra. O processo fortalece a transparência, reduz incertezas e contribui para o equilíbrio nas relações comerciais. Trata-se de uma iniciativa essencial para a sustentabilidade da cadeia produtiva”.

A Comissão Representativa dos Produtores de Tabaco é formada pela Afubra e pelas Federações da Agricultura (Farsul e Faesc) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

*Com informações da Afubra

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