O Paraná alcançou 68% da população imunizada com as duas primeiras doses contra a Covid-19 nesta terça-feira (11), um dos melhores índices do País, na mesma faixa percentual de Ceará, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e um pouco atrás de São Paulo, Piauí e Minas Gerais. São 7.559.880 paranaenses imunizados com D1 e D2 (ou DU).

Na comparação com a quantidade de pessoas que iniciaram o ciclo vacinal, o Paraná aparece em quarto no levantamento nacional, com 77% da população que passou ao menos uma vez por uma unidade de saúde dos 399 municípios, o que representa 9.029.039 pessoas. Em ambos os casos o indicador está acima da média nacional.

A dose de reforço está perto de alcançar 1 milhão de paranaenses. Atualmente, de acordo com o consórcio, 943.969 já tomaram a vacina que aumenta a proteção contra as formas graves da doença, recomendada para todas as pessoas acima de 18 anos (desde que respeitado o intervalo de aplicação para a segunda dose).

As faixas etárias que mais receberam os imunizantes até o momento foram de 25 a 29 anos (1.605.299), 30 a 34 anos (1.602.253), 35 a 39 anos (1.597.861) e 40 a 44 anos (1.508.950). Adolescentes de 12 a 17 anos já receberam 897.855 vacinas contra a Covid-19.

Vacina para crianças no Paraná

Um lote de vacinas destinadas ao público infantil com idade entre 5 e 11 anos deve chegar ao Estado até o início da próxima semana. Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é que o primeiro lote com 1,2 milhão de doses, desembarque no Brasil nesta quinta-feira (13), para então ser enviado aos estados. Com a chegada dos imunizantes ao Paraná, as doses estarão disponíveis para aplicação em todos os municípios em um prazo de no máximo 24 horas.

Cerca de 185 mil doses serão entregues ao Estado nesta primeira remessa, portanto, em um primeiro momento, não será possível vacinar todo o público total desta faixa etária: são 1.075.294 crianças, totalizando 5,25% da população. “A vacinação não vai acontecer toda em janeiro, ela vai se estender pelo menos até o final do mês de março com a primeira dose”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

A vacinação de crianças nesta faixa etária está prevista na Nota Técnica nº 2/2022, publicada no último dia 5 de janeiro pelo Ministério da Saúde. O público infantil foi incluído no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Segundo a Nota Técnica, a imunização vai atender às diretrizes semelhantes às dos adultos. Será iniciada por crianças com comorbidades e deficiência permanente, seguidas de indígenas e quilombolas, as que vivem em lares com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19 e, então, em ordem decrescente de idade: iniciando pelos 11 anos até chegar aos 5 anos.

Os pais ou responsáveis devem estar presentes e concordarem com a aplicação. Em caso de ausência, a vacinação deverá ser autorizada por um termo de consentimento por escrito.

Imunizante

A Anvisa aprovou em dezembro o uso da vacina Comirnaty, da Pfizer, para a imunização contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade. A autorização veio após uma análise técnica criteriosa de dados e estudos clínicos conduzidos pelo laboratório. As informações avaliadas indicam que a vacina é segura e eficaz para o público infantil.

A vacina para crianças tem dosagem e composição diferentes daquela utilizada para os maiores de 12 anos. O imunizante será aplicado em duas doses de 0,2 mL, com pelo menos 21 dias de intervalo entre as doses.

A tampa do frasco da vacina será laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas. Para os maiores de 12 anos, a vacina, que será aplicada em doses de 0,3 mL, terá tampa na cor roxa.

CALENDÁRIO ESCOLAR

Mesmo com a proximidade da vacinação, o calendário escolar não será alterado na rede estadual de ensino. As aulas começarão no dia 7 de fevereiro, em formato presencial. Apesar do grande com as aulas on-line durante os piores momentos da pandemia, as evidências dos últimos meses mostram que os alunos aprenderam mais e melhor dentro da escola, segundo a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte.

“A área de educação foi uma das mais prejudicadas ao longo desses dois anos e as atividades presenciais são importantes para as crianças”, disse. “O protocolo sanitário nas escolas tem funcionado bem, então vamos trabalhar com essa meta de manter as atividades a partir de fevereiro, mas respeitando a autonomia dos municípios. Aquele município que desejar tomar uma medida diferente, tem liberdade para isso. Mas vamos continuar caminhando dentro do esperado”, ressaltou o secretário.

A imunização contra a Covid-19 também não será um requisito obrigatório, apesar do secretário solicitar aos pais que façam a imunização das crianças.

“Nós exigimos o calendário vacinal perene. Com relação à Covid-19, ainda não temos o quantitativo total à disposição para fazer qualquer tipo de imposição”, disse. “A vacinação vai ocorrer de maneira gradual diante da chegada dos lotes das vacinas, mas as aulas terão um período de retorno a partir de fevereiro. Então nesse momento, no quesito Covid, a vacina não será obrigatória”.

 

Da Redação com AEN

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