A apneia do sono é um distúrbio respiratório ainda subdiagnosticado, mas bastante comum, especialmente entre pessoas com obesidade. Segundo o otorrinolaringologista Dr. Marcio Freitas, a condição muitas vezes passa despercebida porque sintomas como o ronco costumam ser banalizados e não reconhecidos como um sinal de alerta para a saúde.
“Com o aumento do peso corporal, ocorre uma redução do espaço da faringe, região por onde o ar passa durante a respiração. Além disso, há maior acúmulo de gordura e flacidez dos tecidos dessa área, o que facilita o colapso das vias aéreas durante o sono”, explica. Esse colapso é o que provoca o ronco e as pausas respiratórias características da apneia.
Do ponto de vista médico, a obesidade deixa de ser apenas um fator associado e passa a ter papel central no desenvolvimento da apneia do sono a partir do sobrepeso. De acordo com o especialista, pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 26 já podem apresentar ronco e apneia relacionados ao ganho de peso. “Quando o IMC ultrapassa 30, a obesidade se torna um fator determinante, e nos casos de obesidade mórbida, acima de 35, a presença de apneia é muito frequente”, afirma.
A boa notícia é que a perda de peso tem impacto direto na evolução da doença. A redução do peso corporal melhora o espaço das vias aéreas, diminui a frequência das pausas respiratórias, melhora a qualidade do sono e reduz sintomas diurnos como sonolência excessiva e cansaço. “Em muitos casos, a perda de peso modifica o curso da apneia. Pacientes que tinham apneia grave podem evoluir para quadros leves ou até deixar de apresentar a condição”, destaca o médico.
Dentro do tratamento da obesidade, medicamentos à base de tirzepatida (princípio ativo conhecido por fármacos como o Mounjaro) têm ganhado espaço como aliados no cuidado médico. A substância atua melhorando o controle do peso e promovendo benefícios metabólicos importantes, como redução da glicemia, da resistência à insulina, da pressão arterial e de alterações no colesterol e nos triglicerídeos.
Com a liberação da tirzepatida pela Anvisa, o especialista reforça que o uso deve ser sempre criterioso. “Apesar de ser uma medicação segura e com benefícios relevantes, não é isenta de efeitos colaterais. Por isso, o acompanhamento médico é indispensável para garantir que os ganhos superem qualquer risco”, alerta.
Para o Dr. Marcio, tratar a obesidade de forma adequada é um passo fundamental não apenas para o controle da apneia do sono, mas também para a prevenção de doenças cardiovasculares e para a melhora da qualidade de vida como um todo. “A apneia não deve ser vista como algo normal ou inofensivo. Identificar e tratar os fatores centrais, como a obesidade, faz toda a diferença no cuidado com a saúde”, conclui.

Sobre o Dr. Marcio Freitas
O Dr. Marcio Freitas é médico otorrinolaringologista, com 26 anos de formação pela Santa Casa de São Paulo, onde também realizou residência médica. Atua há mais de 23 anos em Jaraguá do Sul, com sólida experiência clínica e cirúrgica. É especialista em distúrbios respiratórios e do sono, apneia do sono, cirurgias nasais funcionais e estéticas, cirurgia plástica da face, rinoplastia, blefaroplastia, otoplastia e lifting facial. Possui especialização em Cirurgia Plástica da Face pela Universidade de Miami, no Jackson Memorial Hospital. Também é professor assistente na Harvard University, unindo prática médica de excelência, atualização constante e atuação acadêmica internacional. Saiba mais em @clinica.drmarciofreitas e https://drmarciofreitas.com.br .









