segunda-feira, setembro 21, 2026
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Em 2022, batidas de carros danificaram nove postes da Copel por dia no Paraná

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Se utilizados todos na construção de uma nova rede, estes postes seriam suficientes para 185 quilômetros de extensão (quase a distância de Curitiba a Prudentópolis). Tendo como referência a média de tempo do serviço, as equipes da Copel trabalharam 12.900 horas em 2022 para substituir postes avariados

Em 2022, a Copel trocou em média, a cada dia, nove postes danificados por colisões de veículos. Além de provocar falta de energia à população em diversas situações, as batidas de carros em estruturas da Companhia causaram danos à rede e demandaram, ao todo, a substituição de 3.225 postes. Se utilizados todos na construção de uma nova rede, estes postes seriam suficientes para 185 quilômetros de extensão (quase a distância de Curitiba a Prudentópolis).

As colisões foram mais numerosas na Capital, onde as equipes de manutenção trocaram 328 postes, mais de 10% do total do Estado. Curitiba é seguida pelas cidades paranaenses mais populosas: em Maringá, foram 155 postes trocados; em Cascavel, 146; em Londrina, 142; e, em Ponta Grossa, 113. Foz do Iguaçu e São José dos Pinhais completam a lista dos municípios com mais de uma centena de postes substituídos no ano devido aos acidentes: 109 cada.

Ao todo, o número de postes danificados sofreu um decréscimo de 2% em comparação com 2021, quando foram trocados 3.295, mas aumentou 3% ante 2020, quando os acidentes causaram avarias em 3.131 postes.

Diante do número elevado, a Copel tem trabalhado para diminuir o impacto dos danos à população e à empresa. “Ao longo dos últimos anos, os investimentos em automação e modernização da rede têm permitido, em grande parte das situações, que menos pessoas fiquem sem luz devido ao abalroamento de postes”, afirma a superintendente de manutenção da Copel, Andrea Cristina Bertolin.

Ela ressalta que a companhia também tem adquirido equipamentos e máquinas que aceleram o processo de substituição de um poste, trabalho que pode levar bastante tempo.

“A substituição de um poste é uma atividade complexa e que leva, em média, quatro horas para ser concluída. Atualmente, em grande parte dos casos nós conseguimos isolar a região em que ocorreu o acidente, o que otimiza o trabalho e reduz o impacto sobre o fornecimento de energia à população”, acrescenta.

Ainda assim, tendo como referência a média de tempo do serviço, as equipes da Copel trabalharam 12.900 horas em 2022 para substituir postes avariados por veículos.

Foto: Copel

Os danos também geram prejuízos financeiros. Os custos causados pelas avarias podem variar bastante, de acordo com o tipo do poste e os equipamentos instalados. Em 2022, a média por ocorrência foi calculada em R$ 4 mil, valor que é cobrado do responsável pela batida.

Segurança

Em caso de acidente em que a fiação elétrica fique pendurada e encoste no veículo ou no chão, a recomendação é permanecer dentro do automóvel até ter certeza de que a energia foi desligada. O contato com a Copel deve ser feito pelo número 0800 51 00 116.

Caso haja princípio de incêndio ou outra consequência extrema que obrigue motorista e passageiros a abandonar o veículo, recomenda-se sair com calma, sem encostar na parte externa do veículo, e ir se distanciando do veículo sempre em saltos com os pés unidos. O mesmo vale para produtores rurais que operam maquinário alto no campo.

A razão desta orientação é a chamada “tensão de passo”, que promove a circulação de corrente elétrica pela diferença de potencial que ocorre entre as pernas de uma pessoa em contato com o chão energizado, o que pode provocar um acidente grave ou fatal.

Por AEN

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