segunda-feira, setembro 28, 2026
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Com foco em inovação, defesa agropecuária do Paraná ganhou grande impulso nos últimos anos

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Entre as conquistas no período estão a obtenção do status internacional do estado como área livre de febre aftosa sem vacinação e zona livre de peste suína clássica. As certificações garantem vantagens sanitárias aos produtores paranaenses no mercado internacional

Desafios recentes como a manutenção do status sanitário do Estado e a pandemia de Covid-19 exigiram uma atuação ainda mais forte da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná. De 2019 para cá, a contratação e capacitação de pessoal, as inovações nos processos e o diálogo com o setor produtivo estiveram no foco da Adapar, que completou 10 anos em 2022.

Um dos principais marcos foi a conquista, em maio de 2021, do status internacional do estado como área livre de febre aftosa sem vacinação e zona livre de peste suína clássica independente, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). As certificações garantem vantagens sanitárias aos produtores no mercado internacional. Prova disso é que já houve grande impulso na economia estadual, com investimentos bilionários de indústrias de proteínas animais sendo anunciados nos últimos meses.

Para o diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins, o período foi desafiador, mas a Agência continuou atuando, mesmo durante a pandemia, para garantir a segurança alimentar no Paraná. “Novos desafios se apresentam no futuro, como a manutenção dos status sanitários obtidos na área animal, assim como as conquistas das áreas vegetal, de produtos de origem animal e suas repercussões na ampliação dos mercados nacional e internacional”, diz.

Nos últimos quatro anos, a Adapar adquiriu 102 novos veículos para reforçar o trabalho de vigilância, especialmente no interior do estado. No quadro pessoal, entre 2019 e 2022 foram admitidos 35 médicos veterinários, 10 engenheiros agrônomos, 50 técnicos administrativos e 10 servidores de Nível Profissional, totalizando 110 novos servidores.

Foto: SEAB

Melhorias nos processos internos, trabalho em parceria com órgãos da Segurança Pública, criação de ferramentas digitais para acompanhamento das condições da produção estadual e parcerias no desenvolvimento de um Laboratório de Inovação são exemplos do investimento na melhoria do serviço público, fortalecendo o reconhecimento do Paraná como um importante polo agrícola.

SAÚDE ANIMAL

Aliado ao trabalho pela manutenção do status sanitário internacional obtido junto à OIE, a Adapar promoveu campanhas de atualização do rebanho e possibilitou, em 2022, que o cadastro fosse feito por meio do aplicativo Paraná Agro, criando um novo canal de autosserviço remoto para a facilitar o processo.

Também foram celebrados termos de cooperação técnica para troca de informações com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, para a verificação de dados de produtores. Se destacam, entre as parcerias, as operações conjuntas em várias regiões do estado para coibir ilícitos relacionados ao agronegócio como a falsificação, o contrabando e roubo de insumos.

Mais recentemente, a equipe da Adapar se dedica a alertar produtores sobre a Influenza Aviária, doença da qual o Brasil e o Paraná seguem livres, mas que já atingiu países vizinhos. As ações incluíram treinamento de fiscais de defesa agropecuária.

SANIDADE VEGETAL

Foto: SEAB

No setor da sanidade vegetal, a Adapar atuou na fiscalização de propriedades e orientações aos produtores sobre a deriva de agrotóxicos, que prejudicou lavouras em vários municípios. Em 2020, após relatos sobre o recebimento de pacotes de sementes como “brindes” de produtos comprados pela internet, ou até mesmo sem a realização de qualquer compra, os fiscais orientaram a população paranaense sobre os riscos de introdução de novas pragas, e foi criado um canal de contato para recebimento das sementes para análise.

Houve, ainda, coleta de amostras para análise de resíduos de agrotóxicos, fiscalização do comércio de fertilizantes, ações para a conservação dos solos e da água  e modernização do trabalho com uso de drones.

Outra novidade é a implementação do projeto-piloto “Selo Adapar” de Certificação de Produtos Vegetais para a produção de morangos na região metropolitana de Curitiba, com o objetivo de reconhecer as boas práticas agrícolas, em parceria com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). A agência se destacou como o primeiro órgão de defesa agropecuária do País a identificar e monitorar incidência do enfezamento do milho, servindo como referência nacional.

AGROINDÚSTRIA

Com atenção aos pequenos produtores, em 2020 a Adapar finalizou a implementação do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte – SUSAF. Na prática, essa certificação garante a pequenas agroindústrias a possibilidade de vender seus produtos em todo o território estadual, desde que a prefeitura tenha um sistema de inspeção bem estruturado, de acordo com as regras do programa. Até o momento, 19 municípios já aderiram ao sistema, propiciando a mais de 30 estabelecimentos a oportunidade de comercializar seus produtos.

LABORATÓRIO

Foto: SEAB

Além de buscar métodos inovadores e mais informatização nos processos, nos últimos quatro anos o Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME) realizou mais de 300 mil exames. Também obteve credenciamento junto ao Ministério da Agricultura para a realização de diagnóstico de importantes enfermidades, como a Influenza A e Doença de Newcastle (método PCR em tempo Real), Febre Aftosa (método ELISA) e Brucelose (método FPA).

Nesse período, o CDME se tornou ainda o primeiro laboratório veterinário do Brasil a desenvolver e realizar o método de PCR em Tempo Real para diagnóstico da raiva, substituindo o uso de animais para a realização do diagnóstico e atendendo às tendências de bem estar animal.

Por AEN

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