Conheça a história de Eliane Priscila dos Santos Rocha, que descobriu a doença fazendo o autoexame
O mês da campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero é apenas o próximo, Outubro Rosa, mas cuidar da própria saúde e conhecer histórias de superação é algo que pode – e deve – ser feito em qualquer época do ano.
E um exemplo que une estas duas questões é Eliane Priscila dos Santos Rocha, administradora de 36 anos que é natural de Piên, mas mora em Mafra e trabalha no Sicoob Crediplanalto.
Enquanto tomava banho, Eliane decidiu fazer um autoexame das mamas e acabou sentindo um nódulo em uma delas. Após fazer consultas e exames, em maio de 2020 ela foi diagnosticada com um carcinoma ductal invasivo, o tipo mais comum de câncer de mama.

“Quando recebi a notícia fiquei bastante abalada. Tive minha vida passando como se fosse um filme em questão de minutos, enquanto recebia o diagnóstico. Minha primeira pergunta foi: ‘quais as minhas chances Doutor?’. Ele respondeu 85%”, conta ela.
“Naquele momento saí do consultório e fiquei alguns minutos no carro. Comecei a orar, e disse a Deus: ‘Senhor, se meu ciclo se encerra agora com essa doença que seja feita a sua vontade, mas se não for minha hora e se você permitir me dando suporte, quero viver mais um 50 anos e vou lutar até o fim’”, lembra Eliane.
Tratamento

Em meados de junho ela iniciou o tratamento em uma clínica de Mafra. Ao todo, fez 6 meses de quimioterapia, com uma sessão a cada 21 dias, 20 sessões de radioterapia e 17 aplicações de imunoterapia, e também passou por uma mastectomia parcial e esvaziamento axilar, que é a retirada de linfonodos da região da axila.
Após quase dois anos de tratamento, em fevereiro de 2022 ela recebeu a notícia que tanto esperava: estava curada.
“Aprendi a dar valor a pequenos detalhes, tentar reclamar menos, visitar mais as pessoas, viver um dia de cada vez, amar mais, abraçar, perdoar, pedir perdão, ajudar as pessoas mais necessitadas… Meu propósito é levar um pouco de esperança para as pessoas que estão enfrentando um câncer ou alguma enfermidade, seja ela qual for”, afirma a ex-paciente.
Em agosto, passados seis meses da notícia da cura, ela teve a consulta de retorno e refez todos os exames. A boa notícia foi confirmada, e comemorada por Eliane juntos ao seu marido e aos seus filhos de 7 e de 18 anos.
“Deus, agradeço a sua misericórdia e a sua força para superar todos os desafios que enfrentei até aqui. Hoje tive a resposta que estou bem, seguimos em frente com acompanhamento mas com o coração em paz. Somente agradecer por tudo… Gratidão”, afirma Eliane após a sua luta.
Importância do cuidado

A história de Eliane, assim como de várias outras, só teve um final feliz graças ao cuidado com a própria saúde. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica o autoexame sempre que possível.
“A orientação é que a mulher observe e palpe suas mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de aprender uma técnica de autoexame ou de seguir uma periodicidade regular e fixa, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias suspeitas”, destaca.
Saiba mais sobre a detecção precoce do câncer de mama no site do Inca.
Por Millena Sartori/Tribuna da Fronteira









