segunda-feira, setembro 28, 2026
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Pinhão já pode ser colhido, mas não consumido e nem vendido

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Entenda o porquê e saiba a partir de quando é possível aproveitar essa delícia de forma segura!

A partir de hoje (1) o pinhão já pode ser colhido em RioMafra, mas ainda não pode ser vendido e nem consumido.

A recomendação do  Instituto Água e Terra (IAT) é que a semente seja colhida de pinhas que já caíram, sinal mais garantido de sua maturação e fato que também evita que a pessoa corra o risco de queda ao subir numa araucária.

A liberação da colheita está contida nas normas e instruções estabelecidas na Portaria IAP nº 046/2015 (Paraná) e Lei 15457/2011 (Santa Catarina), mas segundo a portaria 20/1976 do Ibama, vender ou consumir o pinhão antes de 15 de abril é considerado crime ambiental.

“Mesmo sendo colhido na data permitida, é proibido o consumo e venda do pinhão verde. As pinhas imaturas apresentam casca esbranquiçada e alto teor de umidade, o que favorece a presença de fungos, podendo o alimento se tornar até tóxico para o consumo humano. Se consumido, pode prejudicar a saúde com problemas como a má digestão, náuseas e até episódios de constipação intestinal”, alerta o IAT.

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Por quê estipular datas?

Além desta questão de saúde devido ao amadurecimento do pinhão, a estipulação de datas tem como objetivo conciliar a geração de renda e proteger a reprodução da araucária, árvore símbolo do Paraná, ameaçada de extinção.

A semente da araucária se forma dentro de uma pinha, fechada, que com o tempo vai abrindo até liberar o pinhão, o qual precisa de um tempo necessário para completar o seu amadurecimento. As pinhas maduras desprendem dos galhos geralmente entre os meses de abril a agosto e quando arrebentam esparramam as sementes do seu interior.

 

Por Millena Sartori/Tribuna da Fronteira

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