quinta-feira, setembro 17, 2026
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Conheça a história do bebê mafrense de 7 meses que já superou três cirurgias

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João Gabriel Graf Barczak tinha três meses e meio de vida quando descobriu-se que ele tinha um problema no coração

João Gabriel Graf Barczak nasceu no dia 28 de maio de 2021 e, desde então, já superou três cirurgias, 46 dias de entubação e 68 dias de internamento. Após uma gestação tranquila e um parto de sucesso, três meses depois descobriu-se que o pequeno mafrense possuía uma cardiopatia, ou seja, doença no coração – e foi aí que iniciou a sua história de superação.

Filho da bancária Geisa Gabriela Graf e do vidraceiro Eduardo Barczak, João Gabriel é irmão de Ana Júlia Graf, de 9 anos, e mora em Mafra. Para a mãe, receber o diagnóstico foi como “se abrisse um buraco no chão”. “O parto cesárea foi humanizado e muito emocionante e a gestação não teve nenhum problema. Até os 3 meses e meio não sabíamos da cardiopatia, e João era um bebê com desenvolvimento normal.  O medo do até então desconhecido nos assombrava  pois isso é algo que ninguém espera”, relata Geisa.

Para ela, o maior desafio atual é ter que se deslocar a outro município para o acompanhamento médico, já que não existe cardiologista pediatra localmente. O bebê também faz acompanhamento com fonoaudióloga e fisioterapeuta e o sonho da mãe é ver o filho se desenvolver e poder praticar atividades e exercícios.

“Digo às mães que enquanto gestante façam o exame ecofetal para investigar uma possível cardiopatia, pois quanto antes descobrir, melhores são as chances do bebê. E que nunca percam a fé em Deus, pois ele nunca nos desampara e está sempre ao nosso lado independente da situação. A partir do momento que eu passei a entregar tudo nas mãos de Deus eu vi o milagre acontecer”, destaca Geisa.

Tratamento

O diagnóstico veio após o pediatra ouvir um sopro e solicitar um ecocardiograma. “Conseguimos uma consulta em Curitiba com uma cardiopediatra e João passou por novos exames, onde se confirmou a cardiopatia. Fomos encaminhados para um hospital de Joinville, onde os médicos decidiram então fazer a primeira cirurgia”, conta a mãe. Destaca ainda, que foram muito bem atendidos por toda a equipe de profissionais do Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria.

O primeiro procedimento foi voltado à correção do chamado Cor Triatriatum, uma malformação congênita rara caracterizada pela presença de uma membrana que divide de forma anômala o átrio. “A cirurgia foi de grande complexidade, de peito aberto. Ela durou 6 horas e ele foi levado direto para a UTI, entubado e sedado. Nas primeiras 24 horas João evoluiu com uma paralisia nos rins e precisou fazer quatro sessões de hemodiálise, e então no sexto dia após a cirurgia seu rim voltou a funcionar”, relata Geisa.

Porém, logo vieram complicações. “Depois disso João teve uma paralisia no diafragma e precisou de mais um procedimento cirúrgico que levou 6 horas. E novamente tivemos mais um susto, pois após a cirurgia João teve uma coarctação na aorta e precisou novamente de mais uma cirurgia, essa levou 3 horas”, lembra.

Mas o pequeno “super-homem” mafrense lutou e resistiu, e ontem (28) completou seu sétimo mês de vida. “João nos mostrou nesse tempo todo o quanto tinha vontade de viver, apesar de todas as dificuldades que enfrentou com apenas 6 meses”, conclui a mãe.

 

Por Diovana Sartori e Millena Sartori/Tribuna da Fronteira

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