quinta-feira, outubro 29, 2026
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Biblioteca Pública de Rio Negro celebra 100 anos de história e valorização da cultura

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Solenidade reuniu mais de 100 pessoas, resgatou a trajetória da instituição e homenageou personalidades que contribuíram para sua história

A Biblioteca Pública Municipal Professor Venceslau Muniz, de Rio Negro, celebrou seus 100 anos de história com uma solenidade realizada na noite de sexta-feira (23). O evento reuniu mais de 100 pessoas, entre autoridades, servidores, ex-funcionários, familiares e integrantes da comunidade, em uma programação com apresentações culturais, exposição de trabalhos e homenagens.

Criada em 18 de outubro de 1926, a biblioteca é uma das instituições culturais mais antigas do município. Atualmente, conta com um acervo de aproximadamente 30 mil livros e desenvolve atividades voltadas à leitura, à educação e à cultura.

A comemoração foi organizada pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e marcou o centenário da instituição, que acompanhou diferentes fases do desenvolvimento de Rio Negro e contribuiu para a formação de gerações de leitores.

História da biblioteca foi resgatada durante a solenidade

O pesquisador e escritor rio-negrense Ever Lisboa apresentou um resgate histórico da biblioteca, desde sua criação até os dias atuais. A apresentação incluiu fotografias antigas que mostraram as mudanças pelas quais a instituição passou ao longo das décadas.

A biblioteca foi criada pela Lei nº 294, de 18 de outubro de 1926, assinada pelo então prefeito Nivaldo de Almeida. A Prefeitura e a Câmara Municipal participaram da organização inicial do espaço.

Em 1927, o vereador Lysandro Cordeiro Maciel foi definido como primeiro diretor, enquanto o servidor municipal Dagoberto Correa assumiu a função de primeiro bibliotecário.

A inauguração ocorreu em 1929, durante as festividades do Centenário da Colonização Alemã em Rio Negro.

Ao longo de sua trajetória, a biblioteca funcionou em diferentes endereços, acompanhando o crescimento do acervo e a necessidade de espaços maiores. Em 1979, passou a funcionar na Rua Comendador Franco e recebeu oficialmente o nome de Biblioteca Pública Municipal Professor Venceslau Muniz. A instituição também esteve instalada durante anos no bairro Bom Jesus.

O endereço atual, na Rua Getúlio Vargas, foi estabelecido em 2001, com a inauguração do Centro de Cultura Agostinho Paizani Filho, em 15 de novembro daquele ano.

Livro sobre o centenário será lançado

A história da instituição também será registrada em uma publicação especial. O escritor Ever Lisboa prepara um livro alusivo aos 100 anos da biblioteca, que deverá ser lançado em breve.

Os exemplares ficarão disponíveis ao público para empréstimo ou leitura no próprio local, ampliando o acesso às informações sobre a trajetória da instituição e sua importância para a história de Rio Negro.

Personalidades e servidores foram homenageados

Durante a solenidade, pessoas que contribuíram para a criação, a manutenção e o desenvolvimento da biblioteca receberam certificados com o título “Honra a quem tem honra”.

Entre os homenageados estavam o prefeito Alessandro Cristian von Linsingen e os vereadores Elcio Josué Colaço e Milene Torres Gonçalves Stall, representando a Prefeitura e a Câmara Municipal, que participaram da criação da instituição.

Também foram reconhecidos Nivaldo Almeida Neto, neto do ex-prefeito Nivaldo de Almeida; a professora e historiadora Cínthia Maria Cordeiro, neta do ex-vereador Lysandro Cordeiro Maciel; e Vera Maria Paisani Miranda, filha de Agostinho Paizani Filho.

A homenagem contemplou ainda Maria Madalena Neu, que contribuiu para a reestruturação da biblioteca a partir da década de 1970; Janice Lüders, que atuou como bibliotecária e coordenadora por 30 anos; Marilda das Graças Selonke, que também trabalhou na instituição durante três décadas; a atual coordenadora, Viviane Torres Pereira, no cargo desde 2017; e o pesquisador Ever Lisboa, responsável pelo levantamento histórico apresentado no evento.

Os certificados foram entregues pelo secretário municipal de Cultura e Turismo, Luiz Felipe Custódio de Oliveira, conhecido como Phelipe Yank.

Familiares do ex-prefeito José Müller e do professor Venceslau Muniz, que não puderam comparecer, também foram lembrados e receberão os certificados em outra oportunidade.

Durante a cerimônia, Viviane Torres Pereira leu uma mensagem em homenagem às pessoas que fizeram parte da história da biblioteca, incluindo profissionais, gestores, professores, estudantes, leitores e famílias que ajudaram a manter vivo o espaço ao longo das gerações.

Apresentações culturais marcaram a comemoração

A programação também contou com a participação de estudantes da Escola Municipal Professor Venceslau Muniz, localizada na comunidade de Sítio dos Rauen.

A professora Patricia Bueno Kzeczik e os alunos Fernanda Aparecida Somoskoves Sperkoski e Luiz Gustavo Burnat apresentaram trabalhos desenvolvidos pelas turmas da jornada ampliada. As atividades, realizadas de forma lúdica, ficaram expostas em painéis no local.

Outro destaque foi a apresentação das alunas do Projeto de Dança desenvolvido na biblioteca em parceria com o Instituto Riomafrense do Bem-Estar do Menor (IRBEM) e com apoio da Prefeitura. As coreografias foram preparadas durante as aulas conduzidas pela professora Julia Gaspar Matias.

A programação incluiu ainda bolo e coquetel para os participantes, em uma celebração que reuniu diferentes gerações ligadas à instituição.

Biblioteca mantém atendimento à comunidade

Além de preservar um acervo de aproximadamente 30 mil livros, a Biblioteca Pública Municipal Professor Venceslau Muniz desenvolve projetos culturais ao longo do ano, atendendo crianças, adolescentes e adultos.

A instituição está localizada na Rua Getúlio Vargas, nº 680, no Centro de Rio Negro. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h.

Ao completar um século de funcionamento, a biblioteca mantém seu papel como espaço de acesso ao conhecimento, preservação da memória e incentivo à leitura no município.

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