Granjas comerciais e de subsistência estão sendo vistoriadas por 15 equipes de campo para descartar eventuais novos casos em aves
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) montaram um Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal, no Oeste Catarinense. O Coezoo está coordenando os trabalhos para encerrar o foco de Doença de Newcastle, registrado em Nova Itaberaba, e envolve também outras instituições, como o Ministério de Desenvolvimento Regional, o Ministério da Defesa, a Defesa Civil/SC, a Polícia Civil/SC, o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) e o setor produtivo.
A granja de perus onde foi detectado o foco da doença já foi depopulada. Na quarta-feira, 21 de outubro, foi finalizado o enterrio de carcaças de 6.526 aves e de insumos, em vala preparada de acordo com as normas técnicas e que foi aprovada pelas autoridades ambientais. Nesta quarta, 22 de outubro, três veterinários da Cidasc estão acompanhando a limpeza da granja, cujo processo envolve diferentes etapas e aplicação de produtos apropriados para a desinfecção, permitindo a retomada da atividade no local futuramente, após o período de vazio sanitário.
Desde terça-feira, equipes de campo (compostas por pelo menos um médico-veterinário) fazem a vigilância epidemiológica em propriedades rurais no entorno do foco. Em dois dias, as quinze equipes já visitaram 46 propriedades com aves de subsistência. Também vistoriaram estabelecimentos com criação comercial de aves, nas quais foram coletadas amostras para análise laboratorial:
- Corte: 20 comerciais de corte
- Recria de corte (galinha): 2 propriedades
- Reprodução: 1 matrizeiro de corte e 1 incubatório
- Peru: 4 propriedades
- Outros: 8 propriedades

As ações de vigilância serão mantidas e vão abranger 166 propriedades num raio de 3km do foco e mais 1514 num raio de 10km, totalizando 1680 propriedades rurais. Os dados sobre tipo de criação e quantitativo de animais, que servem de orientação para o trabalho de campo, são dos registros georreferenciados da Cidasc, órgão oficial de defesa agropecuária de Santa Catarina.
A Cidasc está reforçando o trabalho de educação sanitária com produtores e comunidade local. A principal recomendação é que os criadores de aves estejam atentos aos sinais clínicos da Doença de Newcastle e notifiquem os casos suspeitos ao escritório local da Cidasc ou pelo e-Sisbravet (acessível pelo endereço https://sisbravet.agro.gov.br/home ), para que a suspeita possa ser descartada.
Nos animais, os principais sintomas são:
- Crista e barbela inchadas e roxas;
- Coriza no nariz e secreção nos olhos;
- Diarreia;
- Torcicolo;
- Falta de apetite;
- Diminuição do consumo de água e ração;
- Queda na produção de ovos.
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa e que afeta aves domésticas e silvestres, podendo provocar grandes perdas nos plantéis, com forte impacto econômico para a avicultura.
Para os seres humanos, o risco é baixo. Pessoas que tenham contato direto com aves contaminadas podem apresentar conjuntivite. Não há contágio por alimentos e o consumo de carne de aves e de ovos, provenientes de estabelecimento registrado em serviço de inspeção sanitária, é seguro.








