Vigilância Epidemiológica orienta moradores sobre cuidados para prevenir leptospirose, acidentes com animais peçonhentos e outros riscos durante a limpeza
Com a redução do nível da água em áreas atingidas pelos alagamentos em Mafra, famílias começaram a retornar para suas residências e iniciar a limpeza dos imóveis. Apesar da retomada da rotina, a Secretaria Municipal de Saúde alerta que a água e a lama das enchentes podem conter microrganismos, resíduos e animais capazes de provocar doenças e acidentes.
Atualmente, cinco famílias permanecem abrigadas no município. Durante o período de alagamentos, equipes da Vigilância Epidemiológica estiveram nos abrigos para orientar os moradores sobre medidas de prevenção e os cuidados necessários durante o retorno às residências.
Leptospirose exige atenção
Entre os principais riscos após uma enchente está a leptospirose, doença causada pela bactéria Leptospira, encontrada principalmente na urina de ratos e outros animais.
Durante os alagamentos, a bactéria pode se espalhar pela água e pela lama. O contato com esses materiais, principalmente quando há cortes ou ferimentos na pele, pode resultar em contaminação.
A orientação é evitar o contato direto com água e lama de enchentes. Durante a limpeza das residências, devem ser utilizadas botas, luvas e outros equipamentos de proteção.
Os principais sintomas da leptospirose incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, especialmente nas panturrilhas, calafrios, náuseas, vômitos, diarreia e mal-estar.
Quem apresentar sintomas após contato com água ou lama de enchente deve procurar uma unidade de saúde e informar sobre a exposição. Os sinais da doença podem aparecer até 40 dias após o contato.
Cuidados durante a limpeza
Antes de entrar em uma residência atingida pela água, os moradores devem verificar se não existem riscos estruturais.
Na limpeza, a recomendação é retirar lama e resíduos e higienizar pisos, paredes e outras superfícies utilizando água e sabão ou solução de água sanitária, conforme as orientações da Vigilância Epidemiológica.
Alimentos que tiveram contato com a água da enchente devem ser descartados. A água destinada ao consumo deve ser tratada ou fervida, enquanto frutas, verduras e utensílios precisam ser devidamente higienizados antes da utilização.
Outro risco está relacionado a cobras, aranhas e escorpiões, que podem procurar abrigo em residências, móveis, roupas, calçados e entulhos.
Por isso, a orientação é não colocar as mãos em buracos, frestas ou locais sem visibilidade. Roupas e calçados também devem ser examinados antes do uso.
Em caso de acidente com animal peçonhento, o morador deve procurar atendimento médico imediatamente e não tentar capturar o animal.
Vacinação contra o tétano
A limpeza dos imóveis também aumenta o risco de cortes e perfurações. Por isso, os moradores devem verificar a Carteira de Vacinação e conferir se a proteção contra o tétano está atualizada.
Em caso de ferimento, o local deve ser lavado com água e sabão. Em seguida, é necessário procurar uma unidade de saúde para avaliação e verificar a necessidade de vacinação.
Orientação continua durante o retorno
Mesmo com a redução do nível da água, os riscos associados às enchentes podem permanecer por algum tempo. A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, mantém as orientações às famílias durante o processo de retorno e limpeza das residências.
A recomendação é procurar atendimento de saúde em caso de febre ou outros sintomas após contato com água de enchente, acidentes com animais peçonhentos ou ferimentos ocorridos durante a limpeza.










