Mais de 90% das 27.333 seções eleitorais do Paraná poderão participar dos testes de integridade e autenticidade dos sistemas de votação
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) realizou, na sexta-feira (11), uma reunião com partidos políticos e entidades fiscalizadoras para apresentar os procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas nas Eleições Gerais de 2026.
O encontro, realizado no auditório do edifício-sede do Tribunal, também definiu quais seções eleitorais estarão aptas a participar dos testes, além dos critérios para escolha e sorteio dos equipamentos que serão auditados.
Segundo o TRE-PR, das 27.333 seções eleitorais existentes no Paraná, mais de 90% poderão participar das auditorias.
O presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, destacou que a participação das entidades fiscalizadoras é uma das formas de ampliar a transparência do processo eleitoral.
Seções eleitorais excluídas
Durante a reunião, foi aprovada a exclusão de seções instaladas em locais considerados de difícil acesso, nos quais não seria possível transportar as urnas até Curitiba dentro do prazo necessário para a realização dos testes.
Ficaram de fora as urnas instaladas em colégios adventistas, ilhas, comunidades indígenas, centros de detenção provisória e locais de votação situados a mais de 100 quilômetros da sede do respectivo Cartório Eleitoral, além das seções localizadas em Guaraqueçaba.
Também foram excluídas as seções dos municípios de Chopinzinho e São João, devido à realização de plebiscito marcada para 25 de outubro, mesma data e horário do segundo turno das eleições.
O TRE-PR também definiu que não haverá regionalização para a escolha e o sorteio das urnas. Com isso, os equipamentos poderão ser selecionados independentemente do município onde estejam instalados.
35 urnas serão submetidas a testes
Ao todo, 35 urnas eletrônicas serão submetidas a auditorias em cerimônia pública.
Deste total, 27 passarão pelo Teste de Integridade. Dessas, 25 serão testadas na sede do TRE-PR e duas na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), utilizando a biometria dos próprios eleitores.
Outras oito urnas passarão pelo Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais, realizado nos próprios locais de votação.
A escolha e o sorteio ocorrerão em 3 de outubro, véspera do primeiro turno, em cerimônia pública no auditório do TRE-PR, localizado na Rua João Parolin, nº 224, no bairro Prado Velho, em Curitiba. O evento também terá transmissão ao vivo pelo YouTube.
Partidos políticos e entidades fiscalizadoras poderão indicar zonas eleitorais, seções e modalidades de auditoria. As indicações deverão ser apresentadas em envelope lacrado e identificado.
Caso o número de indicações seja inferior à quantidade de urnas que precisam ser auditadas, as seções restantes serão definidas por sorteio durante a cerimônia.
Como funcionam os testes
O Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais verifica se o sistema instalado na urna é o mesmo que foi autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O procedimento ocorre no domingo da eleição, antes do início da votação, na própria seção escolhida ou sorteada. A verificação é realizada pelo juiz eleitoral, com acompanhamento das entidades fiscalizadoras, do presidente da mesa e dos mesários.
Já o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas simula uma votação completa. As cédulas preenchidas no sábado, véspera da eleição, são digitadas nas urnas que passam pela auditoria entre 8h e 17h.
Ao final, são impressos os Boletins de Urna (BUs), que apresentam a quantidade de votos registrada para cada candidato, partido ou legenda. Os resultados devem corresponder aos votos registrados nas cédulas de papel.
Teste também poderá utilizar biometria
Duas das urnas submetidas ao Teste de Integridade passarão pelo procedimento com biometria.
Nesse caso, eleitores das seções escolhidas desbloqueiam, por meio da impressão digital, uma urna idêntica à utilizada em sua seção de origem, mas instalada em outro ambiente.
A modalidade busca verificar o funcionamento do mecanismo de identificação biométrica e demonstrar que a liberação da urna pela digital do eleitor não interfere no resultado da votação.
O TRE-PR também solicitou às entidades fiscalizadoras que indiquem representantes para auxiliar no preenchimento das cédulas utilizadas no Teste de Integridade, procedimento que ocorrerá em 3 de outubro.
Os votos registrados durante os testes não fazem parte da votação oficial, já que as urnas utilizadas na auditoria são substituídas por equipamentos destinados exclusivamente aos procedimentos de verificação.
Participação das entidades fiscalizadoras
Durante a reunião, o presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), juiz Fernando Augusto Fabrício de Melo, apresentou as modalidades de auditoria e explicou as atribuições das entidades fiscalizadoras.
Entre as atividades previstas estão o acompanhamento das reuniões da comissão, a participação na cerimônia de escolha e sorteio dos equipamentos e o auxílio no preenchimento das cédulas utilizadas no Teste de Integridade.
Também participaram do encontro o vice-presidente e corregedor do TRE-PR, desembargador Fernando Antonio Prazeres; o procurador regional eleitoral do Paraná, Marcelo Godoy; o diretor-geral, Valcir Mombach; e integrantes da CAVE nomeados pela Resolução TRE-PR nº 977/2026.






