domingo, outubro 18, 2026
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Turismo do Paraná encerra primeiro semestre com retração de 5,3%

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Volume das atividades turísticas perdeu ritmo ao longo do semestre e registrou queda mais intensa que a média nacional

O turismo do Paraná encerrou o primeiro semestre de 2026 em retração. De janeiro a junho, o volume das atividades turísticas no Estado caiu 5,3% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A queda foi mais intensa do que a registrada na média nacional, onde o setor apresentou retração de 0,9% no primeiro semestre.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) no Boletim do Turismo.

Queda ganhou força ao longo do semestre

O desempenho do turismo paranaense apresentou piora gradual durante os primeiros seis meses de 2026.

Em janeiro, o setor ainda registrou crescimento de 0,1% na comparação com o mesmo mês de 2025. A partir de fevereiro, no entanto, passaram a ser registradas sucessivas quedas.

Os resultados mensais foram de:

  • -4,5% em fevereiro
  • -3,9% em março
  • -3,1% em abril
  • -7,7% em maio
  • -12,1% em junho

Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, a desaceleração das atividades turísticas no Paraná acompanha o menor ritmo de expansão da economia brasileira.

Junho registrou queda de 12,1%

O mês de junho apresentou a retração mais intensa do semestre.

Na comparação com maio, o volume das atividades turísticas caiu 3,9% no Paraná. No Brasil, a redução mensal foi de 3,4%.

Na comparação com junho de 2025, a queda no Paraná chegou a 12,1%, mais do que o dobro da retração registrada na média nacional, de 5,3%.

Segundo Lucas Dezordi, um dos principais fatores que contribuiu para a desaceleração foi o desempenho do transporte aéreo de passageiros.

“Esse é o segmento que mais está registrando queda nas atividades turísticas, principalmente pelo avanço do preço das passagens aéreas. O segmento já vinha desacelerando desde o final do ano passado, mas, nos últimos dois ou três meses, registramos uma intensificação desse movimento”, analisa.

De acordo com o economista, a elevação das tarifas aéreas ganhou força a partir de fevereiro.

“Desde o conflito no Oriente Médio, o preço das passagens aéreas vem subindo de forma muito forte e, com isso, inibindo naturalmente o transporte de passageiros pela via aérea”, acrescenta.

Crescimento acumulado em 12 meses perde força

Apesar da retração registrada no primeiro semestre, o turismo paranaense ainda mantém resultado positivo no acumulado dos últimos 12 meses. No entanto, o ritmo de crescimento vem diminuindo mês a mês.

Em janeiro, o indicador acumulado em 12 meses apontava crescimento de 5,6% no Paraná. Em fevereiro, o resultado caiu para 4,5%, seguido por 4% em março, 3,4% em abril e 1,8% em maio.

Em junho, o crescimento acumulado em 12 meses ficou em apenas 0,3%.

No Brasil, o crescimento acumulado no mesmo período também desacelerou, chegando a 1%.

“O crescimento nos últimos 12 meses foi de apenas 1% no Brasil e de 0,3% no Paraná, mostrando uma desaceleração da atividade turística na economia brasileira e na paranaense, principalmente no ramo de transporte aéreo de passageiros”, observa o economista.

O resultado representa uma inversão em relação ao início do ano. Em janeiro, o Paraná ainda apresentava desempenho acumulado superior ao nacional, com crescimento de 5,6%, ante 4,8% no país. Ao final do semestre, o Estado passou a apresentar crescimento abaixo da média brasileira.

Paraná ocupa 12ª posição entre os estados

No acumulado dos últimos 12 meses, os maiores crescimentos das atividades turísticas foram registrados no Rio Grande do Sul, com 6,4%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 6,1%, e pela Bahia, com 4,3%.

Com crescimento acumulado de 0,3%, o Paraná aparece na 12ª posição no comparativo entre os estados.

No outro extremo, já registram retração no acumulado de 12 meses o Ceará (-0,5%), Pernambuco (-1,8%), Santa Catarina (-4,5%), Goiás (-4,8%) e Minas Gerais (-6,2%).

Para os próximos meses, a expectativa da Fecomércio PR é de que uma eventual estabilização dos preços dos principais serviços relacionados às viagens possa contribuir para uma recuperação da atividade turística.

“Esperamos que nos próximos meses a economia do turismo possa se recuperar, tanto no cenário nacional quanto no paranaense, se os preços começarem a se estabilizar, principalmente no que diz respeito às passagens aéreas, hospedagem e pacotes turísticos”, afirma Dezordi.

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