Investigação aponta suspeitas de abusos contra integrantes da própria família; prisão preventiva foi cumprida pela DPCAMI
A Polícia Civil de Mafra prendeu preventivamente, na terça-feira (18), um homem de 49 anos investigado pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e violência doméstica. A prisão foi realizada pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Mafra.
Segundo informações da Polícia Civil, a investigação teve início em março de 2026, após o Conselho Tutelar comunicar à corporação relatos de possíveis maus-tratos envolvendo uma criança de 6 anos.
Durante o andamento das diligências, os policiais identificaram indícios de outros possíveis crimes envolvendo integrantes do mesmo núcleo familiar. Entre os casos investigados está o relato de uma jovem de 20 anos, que afirma ter sido vítima de abusos sexuais praticados pelo investigado desde quando tinha 16 anos.
A jovem também declarou acreditar que o homem seja seu pai. A possível relação de paternidade ainda deverá ser confirmada por meio de exame de DNA.
Investigação apura outros possíveis casos de violência
Além do relato da jovem, a Polícia Civil informou que também apura possíveis agressões e abusos envolvendo um filho e uma criança de 6 anos, apontada como neta do investigado.
As diligências indicaram ainda a possível existência de um ambiente de intimidação e controle psicológico dentro do núcleo familiar.
No decorrer da investigação, foram cumpridas medidas determinadas judicialmente, incluindo a prisão preventiva e a coleta de material biológico para exames periciais. Vítimas e testemunhas também foram ouvidas pelos investigadores.
De acordo com a Polícia Civil, um laudo pericial apontou a presença de esperma no material analisado referente à vítima que relatou ter sofrido violência sexual.
Investigado permanece à disposição da Justiça
Após a prisão, o homem foi encaminhado à Unidade Prisional Avançada (UPA) de Mafra, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil destacou a importância da atuação integrada da rede de proteção para a identificação dos possíveis casos de violência e para a adoção das medidas necessárias à proteção das vítimas.
A corporação reforça que situações de violência doméstica, abuso sexual ou maus-tratos contra crianças e adolescentes devem ser denunciadas aos órgãos competentes.
A matéria foi elaborada com base em informações divulgadas pela Polícia Civil de Mafra. As acusações ainda são objeto de investigação, e o investigado permanece presumidamente inocente até eventual decisão judicial definitiva.








