sábado, outubro 3, 2026
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Dia Nacional do Campo Limpo destaca avanço da agricultura regenerativa no Brasil

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Iniciativas voltadas à conservação do solo, biodiversidade e reaproveitamento de resíduos mostram como práticas sustentáveis podem ser incorporadas à produção agrícola

Celebrado em 18 de agosto, o Dia Nacional do Campo Limpo reforça a importância da conservação ambiental e da adoção de práticas sustentáveis no setor agrícola. Em meio à busca por conciliar produtividade e preservação dos recursos naturais, a agricultura regenerativa vem ganhando espaço como uma alternativa para melhorar a saúde do solo, preservar a biodiversidade e aumentar a resiliência das propriedades rurais.

No Brasil, a adoção dessas práticas já aparece em diferentes regiões. Uma pesquisa nacional realizada em 2026 pela Agrosmart, com apoio da ABAG, 4Lab e CNH, aponta que 78,9% dos produtores consultados adotam o plantio direto, uma das principais práticas associadas à agricultura regenerativa. Entre os produtores que já implementaram essas técnicas, 70,8% afirmaram ter percebido melhorias na fertilidade do solo.

Dentro dessa perspectiva, a JTI desenvolve iniciativas junto aos produtores integrados no Sul do Brasil que abrangem diferentes etapas do sistema produtivo, incluindo manejo e conservação do solo, proteção da biodiversidade e reaproveitamento de resíduos industriais.

“Quando falamos em agricultura regenerativa, estamos olhando para a propriedade de forma integrada. Solo, água, biodiversidade, manejo e uso eficiente dos recursos estão conectados”, afirma Diogo Anjelo, diretor de Agronomia.

Programa trabalha na conservação do solo

Criado em 2021, o Aprimora Solo promove ações voltadas à melhoria das condições do solo por meio de diagnóstico técnico, planejamento agronômico e acompanhamento das propriedades.

As recomendações são definidas de acordo com as características de cada área e incluem práticas como rotação de culturas, plantio direto, utilização de plantas de cobertura, correção e descompactação do solo, aumento da matéria orgânica e conservação dos recursos hídricos.

Atualmente, o programa alcança aproximadamente 30% da base de produtores integrados da JTI. Cerca de 3,7 mil produtores já participaram das ações, com mais de 4,1 mil áreas avaliadas e 16,5 mil recomendações agronômicas realizadas. Desse total, aproximadamente 13,6 mil já foram implementadas.

O programa também inclui treinamentos, dias de campo e acompanhamento técnico para estimular a adoção contínua de práticas de manejo e conservação.

Biodiversidade também faz parte da produção

A conservação ambiental também é trabalhada por meio do JTIBio, iniciativa que busca integrar a proteção da biodiversidade ao sistema produtivo do tabaco.

O programa atua em cinco pilares: vegetação nativa, fauna silvestre, água, solo e clima. Entre as ações estão o monitoramento de fauna e flora, recuperação de áreas de preservação permanente, proteção de nascentes, substituição de espécies invasoras por vegetação nativa e capacitação dos produtores.

A proposta é aproximar a atividade agrícola da conservação dos recursos naturais. A preservação da biodiversidade pode contribuir ainda para aspectos relacionados à produção, como polinização natural, fertilidade do solo e maior resiliência diante de eventos climáticos.

Resíduo industrial é transformado em fertilizante

Outro exemplo de reaproveitamento está no FertiLeaf, fertilizante orgânico produzido a partir do pó de tabaco gerado durante o processo industrial.

O produto é resultado de mais de 15 anos de pesquisas conduzidas pela FUPASC. Segundo a empresa, o fertilizante possui certificação da ECOCERT e registro no Ministério da Agricultura.

A proposta é transformar um resíduo industrial em um novo insumo agrícola, fazendo com que a matéria orgânica retorne ao sistema produtivo.

“Esse é um exemplo prático de economia circular aplicada à nossa cadeia. Quando conseguimos reaproveitar um material da indústria e transformá-lo em um insumo que retorna ao campo, fechamos um ciclo e ampliamos a eficiência no uso dos recursos”, explica Diogo.

As iniciativas de conservação do solo, proteção da biodiversidade e economia circular integram diferentes etapas da produção e mostram como práticas sustentáveis podem ser incorporadas ao cotidiano das propriedades rurais.

No Dia Nacional do Campo Limpo, essas ações reforçam a discussão sobre a necessidade de conciliar produção agrícola, conservação ambiental, inovação e uso eficiente dos recursos naturais, contribuindo para sistemas produtivos mais sustentáveis e resilientes.

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