sexta-feira, outubro 9, 2026
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Santa Catarina registra menor taxa de desemprego do Brasil no segundo trimestre de 2026

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Estado alcançou índice de 2,1%, segundo a Pnad Contínua do IBGE; resultado representa queda de 0,6 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre e mantém Santa Catarina na liderança nacional

Santa Catarina terminou o segundo trimestre de 2026 com a menor taxa de desemprego entre todas as unidades da Federação, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desocupação no estado ficou em 2,1%, à frente de Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,3%). A média nacional foi de 5,4% no período.

O resultado também representa uma melhora em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando Santa Catarina registrava taxa de 2,7%. Houve, portanto, uma redução de 0,6 ponto percentual.

Sul aparece entre os menores índices

Os três estados da Região Sul ficaram abaixo da média brasileira. O Paraná registrou 3,1% de desemprego, enquanto o Rio Grande do Sul apresentou 4,2%.

Segundo o IBGE, diferenças entre as taxas estaduais estão relacionadas a fatores como nível de industrialização, desempenho da atividade econômica e grau de instrução da população. O analista da pesquisa, William Kratochwill, destacou que Santa Catarina e a Região Sul apresentam indicadores de mercado de trabalho mais favoráveis que os observados em estados das regiões Norte e Nordeste.

Desemprego cai no Brasil

No conjunto do país, a taxa de desemprego recuou de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre de 2026.

Entre os estados, 13 registraram redução no período, enquanto os demais permaneceram estáveis. Santa Catarina teve queda de 0,6 ponto percentual.

Menor número de desempregados de longo prazo

A pesquisa também aponta que 1,06 milhão de brasileiros estavam procurando trabalho havia dois anos ou mais. Esse é o menor contingente registrado pela série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012, e representa queda de 15,6% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui diferentes formas de trabalho, como empregos com ou sem carteira assinada, trabalho temporário e atividade por conta própria. Para ser classificada como desocupada, a pessoa precisa estar sem trabalho e ter procurado efetivamente uma ocupação no período de referência da pesquisa.

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