sábado, outubro 31, 2026
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37% dos trabalhadores do Sul temem que inteligência artificial reduza empregos

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Pesquisa do Observatório Febraban mostra que, apesar da preocupação, maioria dos entrevistados reconhece oportunidades e já utiliza ferramentas de IA no dia a dia

A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina da maioria dos trabalhadores da Região Sul, mas ainda desperta preocupações sobre seus impactos no mercado de trabalho. Pesquisa do Observatório Febraban, realizada pelo IPESPE, revela que 37% dos trabalhadores sulistas temem que a tecnologia reduza empregos ou oportunidades profissionais. Apesar disso, o percentual é o menor entre todas as regiões do país.

O índice registrado no Sul está abaixo dos observados no Sudeste (55%), Norte (51%), Nordeste (50%) e Centro-Oeste (49%), indicando uma percepção menos pessimista em relação aos efeitos da IA sobre o emprego.

De acordo com a 19ª edição da pesquisa, 41% dos entrevistados da região acreditam que a inteligência artificial trará riscos e oportunidades na mesma proporção. Outros 34% avaliam que a tecnologia oferece mais oportunidades do que riscos, enquanto apenas 12% entendem que os impactos negativos serão predominantes.

O levantamento também aponta um elevado grau de familiaridade com a tecnologia. No Sul, 94% das pessoas afirmam já ter ouvido falar sobre inteligência artificial, percentual superior à média nacional, de 92%. Além disso, 35% dizem conhecer bem a ferramenta, 77% afirmam já ter tido contato com a tecnologia e 75% relatam que já utilizaram algum recurso baseado em IA.

Entre aqueles que ainda não utilizam essas ferramentas, os principais motivos são o receio de cometer erros ou receber informações falsas (32%) e as preocupações com privacidade e uso de dados pessoais (15%).

A pesquisa mostra ainda que a principal aplicação da inteligência artificial entre os moradores da Região Sul é a busca por informações e esclarecimento de dúvidas, citada por 63% dos entrevistados. Em seguida aparecem o uso profissional (12%) e a criação de imagens e vídeos (11%). Já entre os benefícios mais esperados, destacam-se o ganho de tempo (35%) e a possibilidade de aprender coisas novas (34%).

Para o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, os resultados refletem o momento atual do debate sobre a tecnologia no Brasil. Segundo ele, o país ainda discute um marco legal específico para a inteligência artificial, enquanto a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) desenvolve e testa instrumentos regulatórios voltados ao uso responsável da IA e à proteção dos dados dos cidadãos.

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