Estado alcançou 982 toneladas produzidas, mas Brasil ainda depende de importações para atender à demanda interna por cogumelos
O Paraná vem consolidando sua posição entre os principais produtores de cogumelos comestíveis do Brasil. De acordo com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a produção paranaense praticamente dobrou em relação aos dados do último Censo Agropecuário, alcançando 982,1 toneladas e um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 21,092 milhões.
Apesar do crescimento, o Brasil ainda não produz o suficiente para atender ao consumo interno e continua recorrendo às importações para abastecer o mercado.
Segundo o levantamento, São Paulo segue como líder nacional, respondendo por 87,3% da produção brasileira, com 11,1 mil toneladas. Minas Gerais aparece na segunda colocação, enquanto o Paraná ocupa a terceira posição. Juntos, os três estados concentram mais de 96% da produção nacional.
No Paraná, o Champignon de Paris é a principal variedade cultivada, com 933,3 toneladas produzidas e faturamento de R$ 19,8 milhões. O Shiitake soma 48,5 toneladas e movimenta R$ 1,1 milhão. O estado também produz outras espécies, como Cogumelo do Sol, Shimeji e Portobello.
Entre os municípios paranaenses, Castro lidera em valor agregado da produção. Também se destacam São José dos Pinhais, Tijucas do Sul, Palmeira e Agudos do Sul, importantes polos da fungicultura estadual.
Brasil ainda importa milhares de toneladas
Mesmo com o avanço da produção nacional, o mercado brasileiro continua dependente das importações. Entre janeiro e maio deste ano, o país importou 3.865 toneladas de cogumelos, com desembolso de US$ 7,2 milhões, segundo dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura.
A China permanece como principal fornecedora, responsável por mais de 3,7 mil toneladas exportadas ao Brasil no período. Ainda assim, houve redução de 29,4% no volume importado em comparação com o mesmo intervalo do ano passado.
Além da China, o Brasil também importou cogumelos e insumos de países como Peru, Itália, Estados Unidos, Alemanha, Japão, França e Espanha. No caso dos Estados Unidos, grande parte das compras foi de micélio — material utilizado como base para o cultivo dos cogumelos — destinado principalmente ao Paraná.
Região Sul concentra importações
A Região Sul respondeu por 56,9% de todo o volume de cogumelos importado pelo Brasil entre janeiro e maio. Santa Catarina liderou as compras externas, seguida pelo Paraná, que importou cerca de 889,5 mil quilos.
Para o Deral, o cenário demonstra que, embora a produção brasileira esteja em expansão, ainda existe amplo espaço para investimentos na fungicultura, reduzindo a dependência das importações e fortalecendo a cadeia produtiva nacional.








