terça-feira, fevereiro 10, 2026
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Rastreamento pulmonar – aliado contra o câncer de pulmão

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Respirar é tão natural que raramente pensamos na complexidade de cada inspiração. Os pulmões trabalham silenciosamente, mas quando adoecem, o impacto é profundo. O rastreamento pulmonar surge como uma das estratégias mais eficazes para detectar precocemente alterações que podem salvar vidas.

O câncer de pulmão é a principal causa de morte pela enfermidade em todo o mundo. Segundo o médico radiologista, especialista em diagnóstico por imagem e cooperado da Unimed Chapecó, Dr. André Henrique Montemezzo, cerca de 85% dos casos ainda são descobertos em estágios avançados, quando as chances de cura diminuem muito. “O rastreamento rompe essa barreira e permite identificar a doença cedo, aumentando consideravelmente as taxas de sucesso no tratamento”, explica.

O rastreamento pulmonar é uma estratégia de prevenção para investigar a presença da doença em pessoas sem sintomas aparentes. O objetivo é não esperar que o câncer se manifeste de forma agressiva para só então agir. O exame indicado é a tomografia computadorizada de tórax de baixa dose de radiação (TCBD), tecnologia capaz de mostrar alterações mínimas nos pulmões, como nódulos ou lesões iniciais, com alto nível de detalhamento. Isso permite que o tratamento seja iniciado em fases mais precoces, quando as chances de cura são significativamente maiores e os procedimentos necessários são menos invasivos.

A realização do procedimento é rápida, indolor e não exige preparo especial. Basta deitar-se na maca do aparelho, que captura imagens detalhadas em poucos minutos. Se não houver sinais suspeitos, recomenda-se repetir o exame anualmente. Caso apareça alguma alteração, novos exames ou acompanhamento precoce ajudam a esclarecer a situação. “O risco de radiação nesse exame é muito baixo, semelhante ao que todos recebemos naturalmente em um ano de exposição ao ambiente. Comparado às consequências de um diagnóstico tardio, é um risco insignificante”, reforça o médico.

Além do câncer, o rastreamento também pode revelar doenças pulmonares crônicas, como enfisema e fibrose, além de alterações relacionadas ao tabagismo ou à exposição a agentes nocivos. Esse diagnóstico ampliado contribui para que o médico proponha medidas de acompanhamento, tratamento precoce e mudanças no estilo de vida, impactando diretamente na qualidade e expectativa de vida do paciente.

QUEM DEVE FAZER O RASTREAMENTO

De acordo com o Dr. André Montemezzo, a recomendação do rastreamento é para homens e mulheres entre 50 e 80 anos, fumantes ativos ou ex-fumantes que abandonaram o cigarro há menos de 15 anos. Deve-se considerar o rastreamento caso apresentem uma carga tabágica de 20 maços-ano ou mais. Nesse cálculo, multiplica-se o número de cigarros fumados por dia pelo número de anos, ou seja, o equivalente a fumar um maço por dia durante 20 anos.

O tabagismo continua sendo o principal fator de risco, mas não o único. O especialista ressalta que a exposição prolongada aos agentes químicos, como amianto e radônio, histórico familiar de câncer de pulmão, poluição atmosférica e doenças pulmonares crônicas também aumentam as chances de desenvolver a doença. Para esses casos, a indicação do rastreamento deve ser individualizada, sempre com avaliação médica.

O rastreamento pulmonar representa um caminho seguro para uma vida mais longa e saudável. Aliado ao abandono do tabagismo, traz resultados ainda mais significativos.

 

Médico radiologista, especialista em diagnóstico por imagem e cooperado da Unimed Chapecó, Dr. André Henrique Montemezzo 

 

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